Uma das coisas mais interessantes de se fazer uma viagem independente é justamente a possibilidade de mudanças de planos no meio do caminho. Adoramos La Paz e decidimos ficar um dia a mais. Acordamos entusiasmados após o downhill pela estrada da morte e saimos sem rumo pela cidade. O objetivo era sentir o clima, perceber o jeito das pessoas, fotografar aos montes... La Paz tem características marcantes. Ônibus antigos, quantidade imensa de táxis, ladeiras intermináveis, muitos policiais pelas ruas, as cholas (mulheres descendentes de indígenas que se vestem de forma peculiar), muita pobreza... Belíssimo cenário para os amantes da fotografia! Em relação aos ônibus antigos, o governo estava tentando retirá-los das ruas e isso estava causando um certo descontentamento da população. Havia possibilidade de uma paralização total das rodovias em forma de protesto. Para nossa sorte acabou não acontecendo, mas descobriríamos mais tarde que estas manifestações podem afetar de uma maneira impressionante o planejamento de uma viagem... A hora do almoço foi chegando e o Jean deu a idéia de comermos no Burger King para darmos um descanso das lhamas, pollos e coisas parecidas... Aceitamos sob alguns protestos do Joalbo. Escolhemos nossos lanches e sentamos no lado de fora onde, logo depois, sentou um senhor bem vestido de terno na mesa vizinha (eram apenas 2 mesas)... Estávamos no meio do lanche quando aparece um senhor oferecendo revelação de fotografias mais baratas. Falamos que não queríamos, mas ele insistiu. De repente, desistiu da insistência e se retirou. Instantes depois olhei para baixo e percebi que minha mochila não estava mais lá! Segundos de embriaguez e corro para a rua com a esperança de ver alguém com a mochila nas costas. Doce esperança!!! Vou atrás do segurança da lanchonete. O mesmo era bastante carrancudo, mas quando contei a história quase abriu um daqueles sorrisos verdadeiros e dignos de uma linda fotografia... Percebi de imediato que não havia mais volta. Todo o meu equipamento fotográfico, óculos de sol, algumas roupas, garrafa térmica, lanternas, carregador de celular e mais algumas coisinhas não me pertenciam mais... O segurança perguntou se eu queria dar queixa na polícia. Só se fosse para flagrar mais um sorriso daqueles... Foram 5 minutos de bobeira! Nada mais que isso! Coisa que geralmente não acontece comigo. O local onde estávamos não permitia que ninguém passasse. Foi coisa de artista mesmo... Mais tarde chegamos à conclusão que o senhor das fotografias nos tirou a atenção e o senhor bem vestido de terno deve ter puxado a mochila nesse momento... Voltamos à rua e meus 2 amigos ofereceram suas máquinas para que eu continuasse com os registros. Foram alguns minutos de adaptação à perda material e psicológica!
Eu tinha duas escolhas: continuar como se nada houvesse acontecido e aproveitar a viagem ou ficar me lamentando e sofrendo por algo que não teria solução. Escolhi a primeira alternativa, peguei a máquina do Jean (que ainda está comigo) e recomecei do zero. Serviu de lição! Burger King na Bolívia jamais!!!
Pegamos um táxi e pedimos que nos levasse a um mirante de onde pudéssemos avistar a cidade pelo alto. La Paz realmente é muito peculiar.
Descemos e fomos fazer algumas compras: mochila, carregador de celular, lanternas, óculos de sol, algumas roupas... Continuamos nossa caminhada sem rumo pela cidade.
Saimos para nosso último jantar em La Paz. Escolhemos um bom fast food boliviano! Chamava-se Brosso. Voltamos ao hotel e agendamos o ônibus turístico para Copacabana na manhã seguinte. Foram 30 bolivianos por pessoa. Ele nos buscaria no próprio hotel. Bye Bye La Paz, faça bom proveito da minha máquina fotográfica...
Mostrando postagens com marcador La Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador La Paz. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 29 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Expedição Machu Picchu - Downhill pela estrada da morte!
"Eu vi a cara da morte e ela tava viva"... Não vejo melhor definição para nosso "passeio" pela estrada da morte! Atualmente, a estrada dos Yungas que liga La Paz a Coroico praticamente serve apenas como via alternativa para carros, caminhões e ônibus. A maior parte de seu movimento é de loucos aventureiros em bicicletas à procura de fortes emoções! Existem diversas empresas que oferecem o programa. Escolhemos a Gravity (www.gravitybolivia.com), que é a mais cara de todas, apenas pelo fato de possuir os melhores equipamentos! Não oferece nada a mais em relação às outras e quando falo de equipamentos, falo exclusivamente sobre a qualidade das bicicletas. Isso pode fazer a diferença... Começamos cedo nosso dia no café Alexander, ponto de encontro da Gravity. Entramos no ônibus da empresa e seguimos em direção à La Cumbre, local onde começaríamos nosso downhill. A viagem leva em torno de 1 hora e durante o trajeto recebemos as primeiras informações e o equipamento de segurança para a descida (capacetes, luvas, casacos, colete refletor, calça, óculos...). Nosso guia principal foi o John, um neozelandês bem tranquilo, e Javier, um boliviano que seria responsável pelas fotos do grupo. La Cumbre é um espetáculo à parte! Tiramos fotos fantásticas! Infelizmente, elas não me pertencem mais... Cada um recebe sua bicicleta personalizada. A minha era do Barney, não o amigo do Fred e sim o Barney roxo! Quem tem filhos pequenos sabe de quem estou falando... Ficamos um tempo por lá para testar os freios e demais ajustes! Ah os freios! Ninguém quer que eles falhem num trajeto de 64 km, onde a maior parte é de descida, né? Mais uma vez recebemos instruções e fizemos um ritual onde jogávamos uma espécie de cachaça nas bicicletas e bebíamos um pouco (até agora tenho a impressão que era álcool puro).
O primeiro trecho é feito pela pista nova em asfalto. Pode parecer muito tranquilo, mas uma queda em alta velocidade e em meio a carros e caminhões não deve ser muito agradável... O Jean, que já tem experiência nesse tipo de programa, afinal fez parte da equipe suiça de ciclismo, foi o líder durante todo período! Em alguns momento deu trabalho para o Javier que ficou meio bravo por ter sido ultrapassado! O Jean fala que não percebeu que havia passado por ele. Vamos dar um voto de confiança! Nesse primeiro momento tivemos que ultrapassar alguns caminhões, fomos ultrapassados por carros, encontramos outros grupos de ciclistas e curtimos paisagens belíssimas. Mas ainda não parecia que estávamos fazendo algo realmente perigoso! Não perdíamos por esperar...
Após uma longa descida, paramos num local onde deveríamos pagar uma tarifa para seguir pela estrada. Foram 25 bolivianos. Tenham sempre o dinheiro certo pela dificuldade de troco que pode existir. Subimos mais uma vez no ônibus até chegarmos na estrada da morte propriamente dita!
Recebemos as últimas intruções e partimos. O que mais nos chamou a atenção foi o fato de que se encontrássemos carros ou caminhões, deveríamos ficar sempre à esquerda, ou seja, do lado do precipício... Surreal! O local onde começamos mais uma vez era bem tranquilo e nem parecia que havia tanto perigo realmente. De repente, s vegetação se abre um pouco e surge um imenso buraco ao meu lado! Tremi nas bases e confesso que pensei em parar na hora! Era uma coisa quase mais forte que minha vontade de adrenalina... Quase! Após a primeira parada e mais acostumado com a loucura que era aquilo, acelerei minha bike e tentei sem sucesso ficar o mais próximo do Jean. O cara realmente tem habilidade ou apenas lhe faltava juízo... Nesse momento tivemos a primeira desistência. Uma canadense que não quis arriscar. Foi no ônibus até quase o final.
E a descida seguia! É uma adrenalina que não dá para explicar! A velocidade que se pega é considerável e é preciso muito cuidado com os freios. A estrada é cheia de pedrinhas e as derrapagens são fáceis. Nosso sensível guia nos contou que os acidentes não são incomuns e há 2 semanas uma japonesa teve problemas com os freios e passou direto numa dessas curvas... Pelas fotos podem perceber que não há muito o que se fazer. Mais uma vez falo sobre a necessidade de contratar uma empresa séria. A Gravity não é a única, mas não queiram economizar numa coisa dessas! Há muitas cruzes pelo caminho, mas acredito que a maioria seja do tempo em que a estrada servia como via principal.
À medida que descemos a temperatura vai subindo (fazia em torno de 4 graus lá em cima). A vontade era estar apenas de bermuda! Ainda bem que tinha levado a minha. Acredito que fazia algo como 30 graus!
Nossa chegada foi num local chamada La Senda Verde, onde fomos recebidos com cerveja! Não poderia haver melhor recompensa! Cheguei bastante cansado! Realmente acabado! Para delírio do Joalbo que tinha comido minha poeira durante todo o trajeto, ele chegou na minha frente! Se eu não falasse isso, tenho certeza que ele ficaria chateado! Brincadeira, hein Jon? La Senda Verde é um local de proteção ambiental com diversos animais soltos. O engraçado é que só pensávamos em descansar, comer e beber mais algumas cervejas enquanto os canadenses e ingleses falavam e fotografavam o tempo todo: Monkey, Monkey! A comida não era das melhores, mas dava pro gasto. Hora de voltar. Pela estrada da morte! De ônibus! Chovendo e com neblina! Posso afirmar com toda certeza que aí sim foi algo aterrorizante! O motorista conversava e gesticulava o tempo todo! Os precipícios! Foram 2 horas e meia de tensão até visualizarmos La Paz! Aconselho fortemente o downhill, mas é preciso muito cuidado! A coisa realmente é perigosa! Vá no seu ritmo, os guias acompanham. "Eu vi a cara da morte e ela tava viva..."
O primeiro trecho é feito pela pista nova em asfalto. Pode parecer muito tranquilo, mas uma queda em alta velocidade e em meio a carros e caminhões não deve ser muito agradável... O Jean, que já tem experiência nesse tipo de programa, afinal fez parte da equipe suiça de ciclismo, foi o líder durante todo período! Em alguns momento deu trabalho para o Javier que ficou meio bravo por ter sido ultrapassado! O Jean fala que não percebeu que havia passado por ele. Vamos dar um voto de confiança! Nesse primeiro momento tivemos que ultrapassar alguns caminhões, fomos ultrapassados por carros, encontramos outros grupos de ciclistas e curtimos paisagens belíssimas. Mas ainda não parecia que estávamos fazendo algo realmente perigoso! Não perdíamos por esperar...
Após uma longa descida, paramos num local onde deveríamos pagar uma tarifa para seguir pela estrada. Foram 25 bolivianos. Tenham sempre o dinheiro certo pela dificuldade de troco que pode existir. Subimos mais uma vez no ônibus até chegarmos na estrada da morte propriamente dita!
Recebemos as últimas intruções e partimos. O que mais nos chamou a atenção foi o fato de que se encontrássemos carros ou caminhões, deveríamos ficar sempre à esquerda, ou seja, do lado do precipício... Surreal! O local onde começamos mais uma vez era bem tranquilo e nem parecia que havia tanto perigo realmente. De repente, s vegetação se abre um pouco e surge um imenso buraco ao meu lado! Tremi nas bases e confesso que pensei em parar na hora! Era uma coisa quase mais forte que minha vontade de adrenalina... Quase! Após a primeira parada e mais acostumado com a loucura que era aquilo, acelerei minha bike e tentei sem sucesso ficar o mais próximo do Jean. O cara realmente tem habilidade ou apenas lhe faltava juízo... Nesse momento tivemos a primeira desistência. Uma canadense que não quis arriscar. Foi no ônibus até quase o final.
E a descida seguia! É uma adrenalina que não dá para explicar! A velocidade que se pega é considerável e é preciso muito cuidado com os freios. A estrada é cheia de pedrinhas e as derrapagens são fáceis. Nosso sensível guia nos contou que os acidentes não são incomuns e há 2 semanas uma japonesa teve problemas com os freios e passou direto numa dessas curvas... Pelas fotos podem perceber que não há muito o que se fazer. Mais uma vez falo sobre a necessidade de contratar uma empresa séria. A Gravity não é a única, mas não queiram economizar numa coisa dessas! Há muitas cruzes pelo caminho, mas acredito que a maioria seja do tempo em que a estrada servia como via principal.
À medida que descemos a temperatura vai subindo (fazia em torno de 4 graus lá em cima). A vontade era estar apenas de bermuda! Ainda bem que tinha levado a minha. Acredito que fazia algo como 30 graus!
Nossa chegada foi num local chamada La Senda Verde, onde fomos recebidos com cerveja! Não poderia haver melhor recompensa! Cheguei bastante cansado! Realmente acabado! Para delírio do Joalbo que tinha comido minha poeira durante todo o trajeto, ele chegou na minha frente! Se eu não falasse isso, tenho certeza que ele ficaria chateado! Brincadeira, hein Jon? La Senda Verde é um local de proteção ambiental com diversos animais soltos. O engraçado é que só pensávamos em descansar, comer e beber mais algumas cervejas enquanto os canadenses e ingleses falavam e fotografavam o tempo todo: Monkey, Monkey! A comida não era das melhores, mas dava pro gasto. Hora de voltar. Pela estrada da morte! De ônibus! Chovendo e com neblina! Posso afirmar com toda certeza que aí sim foi algo aterrorizante! O motorista conversava e gesticulava o tempo todo! Os precipícios! Foram 2 horas e meia de tensão até visualizarmos La Paz! Aconselho fortemente o downhill, mas é preciso muito cuidado! A coisa realmente é perigosa! Vá no seu ritmo, os guias acompanham. "Eu vi a cara da morte e ela tava viva..."
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Expedição Machu Picchu - Uma festa em La Paz
Ao entregarmos o carro na locadora e pedirmos por um táxi, descobrimos que a rua do nosso hostel estava interditada para a festa do Gran Poder. Palavras do funcionário da locadora: é como o carnaval de vocês! Trata-se de uma festa religiosa e com a participação de inúmeros grupos folclóricos. Ficamos animados com a possibilidade de participar de um evento cultural típico logo na chegada à cidade. O único porém, é que o táxi nos deixaria um pouco distante do hostel e teríamos que caminhar com nossas mochilas. Pelo que entendemos o valor da corrida do aeroporto (próximo à locadora de carros) até o hotel deveria ficar em torno de 35 bolivianos, mas acabamos pagando 50 e ainda por cima sem chegar ao destino. Faz parte! Descobrimos como entrávamos na "passarela do samba" e saímos a procurar o hostel Copacabana, onde havíamos feito nossa reserva. Primeiro ponto: tivemos que andar pelo meio do desfile com nossas mochilas (cada um com duas) a ponto de virarmos em alguns momentos uma espécie de atração!
Segundo ponto: O povo senta das laterais da rua (bancos, arquibancandas, chão...) e bebe muita cerveja!!! Haja gente bêbada! Terceiro ponto: a festa não lembra nem de longe nosso carnaval! Mas estávamos na empolgação...
Achamos nosso hostel, tratamos de descarregar nossas bagagens e saímos para beber algumas paceñas (cerveja mais famosa) e curtir um pouco da festa. Foi bom durante um tempo, mas a dificuldade para locomoção e a impossibilidade de se conseguir um lugar para observar eram tamanhas que já torcíamos para que a festa acabasse o quanto antes. Tentamos ficar por trás da platéia, mas na maioria das vezes não éramos recebidos de forma calorosa... Apesar disso, gostamos da cidade e decidimos ficar mais um dia além do programado. Isso traria repercussões importantes no futuro... Os costumes na Bolívia são bem diferentes! Uma das coisas que mais nos chamou a atenção foi a maneira como carregam seus bebês. Você vê aquele amontoado de panos e de repente algo começa a se mexer... Levei alguns sustos. Só para exemplificar observem a foto abaixo. Acreditem! Dentro dessa bacia vermelha, no meio desses cobertores, há um bebê dormindo...
Noite caindo e a festa continuava. À procura por um restaurante acabamos descobrindo um loja de artigos esportivos abertas por trás das arquibancadas. Essa é uma dica quente para quem desejar bom artigos desportivos. O nome da loja é Salantay, mas não é muito fácil de descobrir isso. Fica na avenida Illampu quase em frente a uma loja mais famosa (e muito decepcionante) chamada tatoo. A dona da loja é muito simpática e os artigos de qualidade. Ela diz na cara: esse é cópia e esse é original. Os preços são infinitamente menores que no Brasil! Demos um bom lucro para eles... Encontrar um restaurante aberto não foi muito fácil. Eles fecham cedo, em torno de 21h. Descobrimos um bom restaurante onde tivemos uma excelente experiência. O prato principal foi steak de lhama com legumes refogados e batatas fritas. Parece carne bovina, um pouco mais branca...
Ao voltarmos ao hostel passavam os últimos grupos de dança. Agora nem precisava acabar!!! Nosso quarto era agradável. Banheiro com água quente. Duro era sair do banho! Após 2 dias dirigindo em estradas perigosas e uma tarde inteira de festa e algumas cervejas no juízo, hora de uma boa noite de sono. Dia seguinte teríamos que acordar bem cedo para uma grande aventura: downhill de bicicleta pela estrada da morte...
Segundo ponto: O povo senta das laterais da rua (bancos, arquibancandas, chão...) e bebe muita cerveja!!! Haja gente bêbada! Terceiro ponto: a festa não lembra nem de longe nosso carnaval! Mas estávamos na empolgação...
Achamos nosso hostel, tratamos de descarregar nossas bagagens e saímos para beber algumas paceñas (cerveja mais famosa) e curtir um pouco da festa. Foi bom durante um tempo, mas a dificuldade para locomoção e a impossibilidade de se conseguir um lugar para observar eram tamanhas que já torcíamos para que a festa acabasse o quanto antes. Tentamos ficar por trás da platéia, mas na maioria das vezes não éramos recebidos de forma calorosa... Apesar disso, gostamos da cidade e decidimos ficar mais um dia além do programado. Isso traria repercussões importantes no futuro... Os costumes na Bolívia são bem diferentes! Uma das coisas que mais nos chamou a atenção foi a maneira como carregam seus bebês. Você vê aquele amontoado de panos e de repente algo começa a se mexer... Levei alguns sustos. Só para exemplificar observem a foto abaixo. Acreditem! Dentro dessa bacia vermelha, no meio desses cobertores, há um bebê dormindo...
Noite caindo e a festa continuava. À procura por um restaurante acabamos descobrindo um loja de artigos esportivos abertas por trás das arquibancadas. Essa é uma dica quente para quem desejar bom artigos desportivos. O nome da loja é Salantay, mas não é muito fácil de descobrir isso. Fica na avenida Illampu quase em frente a uma loja mais famosa (e muito decepcionante) chamada tatoo. A dona da loja é muito simpática e os artigos de qualidade. Ela diz na cara: esse é cópia e esse é original. Os preços são infinitamente menores que no Brasil! Demos um bom lucro para eles... Encontrar um restaurante aberto não foi muito fácil. Eles fecham cedo, em torno de 21h. Descobrimos um bom restaurante onde tivemos uma excelente experiência. O prato principal foi steak de lhama com legumes refogados e batatas fritas. Parece carne bovina, um pouco mais branca...
Marcadores:
Bolívia,
Expedição Machu Picchu,
La Paz
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Expedição Machu Picchu - dirigindo na Bolívia
Descemos em Santa Cruz de la Sierra por um único motivo: passagem comprada com milhas smiles. Não tínhamos o menor interesse de passar algum tempo na cidade. O plano era partir o mais breve possível direto para La Paz e para alcançar esse objetivo teríamos 3 opções: encarar uma viagem de ônibus com duração de aproximadamente 17 horas, voo pela Aerosur que sairia bem mais caro, mas com muito mais conforto, e por último, alugar um carro e enfrentar a loucura de dirigir as mesmas 17 horas do ônibus, mas tendo que confiar apenas no próprio taco. A decisão foi unânime! Conseguimos alugar um 4x4 na agência Across. O valor foi bem mais atraente que na Avis, porém ficamos com um carro "alguns aninhos" mais velho. Logicamente, pedimos um GPS. Traçamos o plano: dirigir até Cochabamba, onde passaríamos a noite, e no dia seguinte partir logo cedo para La Paz, onde deixaríamos o carro logo na chegada. Baseado na nossa experiência tenho 3 lições a ensinar de como se dirigir na Bolívia:
- Lição 1: esqueça todas a regras aprendidas até então;
- Lição 2: buzine o máximo que puder e sem a menor razão e
- Lição 3: relembre todas as orações que tiver aprendido!
Pode parecer exagero, mas podem acreditar que a coisa é tensa! As estradas no geral são bem conservadas, mas o que se vê de imprudência é algo inacreditável. Ultrapassagens surreais, motos com crianças dirigindo e sem capacete, pedestres abusados... Escolha uma infração e ela estara lá! Em dado momento conversávamos sobre isso e eis que cruza à nossa frente uma moto com uma família inteira! Se não fosse o reflexo do Jean e a perícia do motoqueiro, faríamos parte da estatística do lugar... Não sei se a chamam assim, mas é a verdadeira estrada da morte! Nunca vimos tantas cruzes à beira da estrada...
No caminho há inúmeros postos de pedágio. O valor é sempre baixo, porém realmente existem muitos e é difícil de entender a cobrança. Descobrimos que sempre se deve dizer até onde deseja ir (La Paz no nosso caso). Eles fazem uma cara de "ahh" e cobram um pouco mais caro do que o inicial. Daí você vai apresentando esse boleto em todos os postos que passar e eles vão carimbando sem a necessidade de pagamento adicional. Em determinado momento eles fazem a cara de "ahh" novamente e te cobram um novo valor, sempre diferente do anterior e por aí vai... O máximo que pagamos foram 10 bolivianos e conseguimos passar por uns 4 postos (lembrando que atualmente 1 real equivale a aproximadamente 4 bolivianos). Uma das coisas fantásticas de viajar de carro pela Bolívia é o preço da gasolina. Pasmem! Um litro sai a menos de 1 real! Eu gostaria de saber quantos barris de petróleo a Bolívia produz por dia...
Na hora do almoço, começamos a entrar em contato com a culinária típica da Bolívia: pollo (frango)! Existe uma infinidade de variações, sempre respeitando a presença de pollo, batatas e arroz! Nossa iniciação foi com um pollo chino no meio do nada! Tudo muito barato!
Fora os perigos da estrada, passamos por locais realmente encantadores. Paisagens deslumbrantes e de tirar o fôlego. O cenário vai mudando com a subida. De cidades que lembram as do nordeste brasileiro passamos a florestas que lembram as nossas até chegar na paisagem andina. O caminho até Cochabamba é o pior. A cidade é grande e não chamou nossa atenção. Eu estava dirigindo e na nossa procura pelo hotel acabei entrando na orientação do meu copiloto Jean num sentido proibido. Demos de cara com a polícia! Parei o carro e perguntei como fazia para sair dali! Sem conversa. Parecia música do Legião Urbana: sai do carro garoto! Pô a gente nem fuma nem nada... Tive que explicar no meu portunhol sofrível que a gente tinha acabado de chegar e blá blá blá... Depois de passar pela avaliação de uns 5 policiais fui liberado com a promessa de que seria a última vez! Conselho: não percam seu salvo conduto (aquele papelzinho verde que te dão na entrada do país) de maneira nenhuma!!!! Depois dessa confusão e de enfrentarmos um engarrafamento interminável, paramos no primeiro hotel que encontramos. Se é que dá para chamar aquilo de hotel, mas também exigir de um lugar onde pagamos menos de 10 reais por pessoa é demais, né? Nem vou fazer mais comentários sobre ele... Jantamos um excelente pollo à milanesa! No dia seguinte acordamos cedinho e fomos à La Paz. Estrada mais tranquila, visuais mais impressionantes e cada vez mais alto...
Na chegada entregamos o carro e descobrimos que havia a festa do Gran Poder acontecendo em frente ao nosso hotel. O que no início gerou alguma satisfação de poder participar de tal acontecimento foi se tornando uma tormenta com o passar das horas, mas isso são cenas dos próximos capítulos...
- Lição 1: esqueça todas a regras aprendidas até então;
- Lição 2: buzine o máximo que puder e sem a menor razão e
- Lição 3: relembre todas as orações que tiver aprendido!
Pode parecer exagero, mas podem acreditar que a coisa é tensa! As estradas no geral são bem conservadas, mas o que se vê de imprudência é algo inacreditável. Ultrapassagens surreais, motos com crianças dirigindo e sem capacete, pedestres abusados... Escolha uma infração e ela estara lá! Em dado momento conversávamos sobre isso e eis que cruza à nossa frente uma moto com uma família inteira! Se não fosse o reflexo do Jean e a perícia do motoqueiro, faríamos parte da estatística do lugar... Não sei se a chamam assim, mas é a verdadeira estrada da morte! Nunca vimos tantas cruzes à beira da estrada...
No caminho há inúmeros postos de pedágio. O valor é sempre baixo, porém realmente existem muitos e é difícil de entender a cobrança. Descobrimos que sempre se deve dizer até onde deseja ir (La Paz no nosso caso). Eles fazem uma cara de "ahh" e cobram um pouco mais caro do que o inicial. Daí você vai apresentando esse boleto em todos os postos que passar e eles vão carimbando sem a necessidade de pagamento adicional. Em determinado momento eles fazem a cara de "ahh" novamente e te cobram um novo valor, sempre diferente do anterior e por aí vai... O máximo que pagamos foram 10 bolivianos e conseguimos passar por uns 4 postos (lembrando que atualmente 1 real equivale a aproximadamente 4 bolivianos). Uma das coisas fantásticas de viajar de carro pela Bolívia é o preço da gasolina. Pasmem! Um litro sai a menos de 1 real! Eu gostaria de saber quantos barris de petróleo a Bolívia produz por dia...
Na hora do almoço, começamos a entrar em contato com a culinária típica da Bolívia: pollo (frango)! Existe uma infinidade de variações, sempre respeitando a presença de pollo, batatas e arroz! Nossa iniciação foi com um pollo chino no meio do nada! Tudo muito barato!
Fora os perigos da estrada, passamos por locais realmente encantadores. Paisagens deslumbrantes e de tirar o fôlego. O cenário vai mudando com a subida. De cidades que lembram as do nordeste brasileiro passamos a florestas que lembram as nossas até chegar na paisagem andina. O caminho até Cochabamba é o pior. A cidade é grande e não chamou nossa atenção. Eu estava dirigindo e na nossa procura pelo hotel acabei entrando na orientação do meu copiloto Jean num sentido proibido. Demos de cara com a polícia! Parei o carro e perguntei como fazia para sair dali! Sem conversa. Parecia música do Legião Urbana: sai do carro garoto! Pô a gente nem fuma nem nada... Tive que explicar no meu portunhol sofrível que a gente tinha acabado de chegar e blá blá blá... Depois de passar pela avaliação de uns 5 policiais fui liberado com a promessa de que seria a última vez! Conselho: não percam seu salvo conduto (aquele papelzinho verde que te dão na entrada do país) de maneira nenhuma!!!! Depois dessa confusão e de enfrentarmos um engarrafamento interminável, paramos no primeiro hotel que encontramos. Se é que dá para chamar aquilo de hotel, mas também exigir de um lugar onde pagamos menos de 10 reais por pessoa é demais, né? Nem vou fazer mais comentários sobre ele... Jantamos um excelente pollo à milanesa! No dia seguinte acordamos cedinho e fomos à La Paz. Estrada mais tranquila, visuais mais impressionantes e cada vez mais alto...
Na chegada entregamos o carro e descobrimos que havia a festa do Gran Poder acontecendo em frente ao nosso hotel. O que no início gerou alguma satisfação de poder participar de tal acontecimento foi se tornando uma tormenta com o passar das horas, mas isso são cenas dos próximos capítulos...
Marcadores:
Bolívia,
Cochabamba,
Expedição Machu Picchu,
La Paz
Assinar:
Postagens (Atom)

















