A chegada em Barcelona foi uma mistura de deslumbramento e desespero, afinal nossa viagem demorou mais que o previsto e nossa pequena estava irritadíssima no carro. A cidade é uma das mais legais em que já estive. O povo, cultura, arquitetura, clima, opções... Sou fã da cidade! Fomos direto ao nosso hotel e esse foi uma das surpresas agradáveis. Apart Napols, um verdadeiro apartamento com 2 quartos, sala e cozinha com todos os equipamentos. E o melhor de tudo: por um preço honesto e não superior aos outros hotéis. Fica perto de tudo sem estar exatamente no meio da bagunça!
Nossa visita foi bem no estilo família, tentamos evitar grandes concentrações de pessoas. Não deixamos de dar apenas uma passada no lugares clássicos como Las Ramblas, Passeig de Gracia (onde uma coca-cola é 3 vezes mais cara que em qualquer outro local da cidade) e obras de Gaudi (Sagrada Família, Casa Batló, La Pedrera).
Apesar do clima quente, os dias estavam bem nublados e nossa praia ficou a desejar. Tentamos as urbanas e Tossa Del Mar na Costa Brava sem sucesso. Essa última fica a 100 km de Barcelona. Foi um dia agradável apesar do clima. A praia é muito bonita. A cidade é bem charmosa e cheia de locais legais para comer. A água é gelada de uma forma indescritível! Existe um castelo ao lado da praia de onde se tem uma vista fantástica. No final do dia, descobri que existe uma praia por trás do castelo que parece ser mais agradável...
Certo dia, decidimos sair para um balada e mais uma vez utilizamos do nosso serviço de babá de luxo ou em outras palavras, a sogra. Antes, parada para jantar. Paella para dois acompanhada por um bom vinho português! Tive que repetir o desaforo em homenagem aos simpáticos portugueses. A noite de Barcelona começa bem tarde. Não adianta tentar chegar antes de 1h. Jantamos por volta de 22h e fomos andando por entre ruelas de barceloneta até chegarmos à Opium Mar. O local é muito descolado e com público apropriado (da nossa idade). A entrada custa 20 euros por pessoa e dá direito a uma bebida. Nossa noite foi fantástica! Fazia tempo que não dançávamos tanto! Só recomendo que se quiserem beber, façam um esquenta antes. Lá dentro nada custa menos de 7 euros!
No último dia tratamos de conhecer a catedral gótica. A entrada custa 5 euros, porém se você for após 17h não paga nada. Não gosto muito de visitar igrejas, mas achei que valeu a pena. Uma coisa me chamou a atenção: tecnologia! Se puderem reparar nas fotos verão que se quiser acender uma vela para um Santo é só colocar uma moedinha (2 euros no caso) e uma vela se acenderá automaticamente! Nada mais de velas tradicionais. A igreja se rendendo à modernidade! O que vale é a intenção e não o ato em si! Desde que você tenha 2 euros...
Barcelona, uma cidade extraordinária! Próxima parada: Cannes...
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domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Pernoite em Ávila, Espanha
Aproveitamos tudo que pudemos e gostamos imensamente de Lisboa. A culinária é interessante e com preços acessíveis. Digo interessante, pois esperava um pouco mais de refinamento, porém isso pode ter acontecido por causa da característica "low budget" de nossa viagem. Quem quer um panini aê? O povo no geral foi bem simpático e só temos a dizer nosso "obrigadinho" pela recepção (imaginem um sotaque bem lusitano nesse momento). Partimos em direção à Barcelona, não antes de visitar mais uma vez (agora com sol) as praias de Cascais.
Conseguimos trocar o GPS, porém foi duro acreditar no que a "senhora" tava dizendo... Como não compramos um mapa, o que seria mais prudente naquelas condições, resolvemos fechar os olhos e ir adiante. Faríamos uma parada em Ávila para pernoitar. A viagem durou cerca de 6 horas e em alguns momentos acreditei que estívessemos totalmente perdidos. Passamos por locais sem grande movimento e em que dirigia horas até encontrar alguém que pudesse perguntar. No final tudo deu certo. Ávila foi uma grata surpresa. É uma cidade toda murada e que já foi ocupada pelo árabes. Apesar do charme de cidade pequena, tem bastante movimento e muitas opções de lazer.
Ficamos hospedados no Palácio Valderrabanos, hotel bem central, ao lado da Catedral e Correos. Infelizmente, o ar condicionado não funcionou e tivemos uma noite bem "calorosa"! Para compensar, não cobraram o que consumimos no mini-bar.
Tivemos um excelente jantar e agradável passeios por suas ruelas.
Voltamos cedo ao hotel, afinal no dia seguinte partiríamos para Barcelona. Acho que a cidade merecia mais tempo, talvez um dia inteiro. Quem sabe na próxima...
Conseguimos trocar o GPS, porém foi duro acreditar no que a "senhora" tava dizendo... Como não compramos um mapa, o que seria mais prudente naquelas condições, resolvemos fechar os olhos e ir adiante. Faríamos uma parada em Ávila para pernoitar. A viagem durou cerca de 6 horas e em alguns momentos acreditei que estívessemos totalmente perdidos. Passamos por locais sem grande movimento e em que dirigia horas até encontrar alguém que pudesse perguntar. No final tudo deu certo. Ávila foi uma grata surpresa. É uma cidade toda murada e que já foi ocupada pelo árabes. Apesar do charme de cidade pequena, tem bastante movimento e muitas opções de lazer.
Ficamos hospedados no Palácio Valderrabanos, hotel bem central, ao lado da Catedral e Correos. Infelizmente, o ar condicionado não funcionou e tivemos uma noite bem "calorosa"! Para compensar, não cobraram o que consumimos no mini-bar.
Tivemos um excelente jantar e agradável passeios por suas ruelas.
Voltamos cedo ao hotel, afinal no dia seguinte partiríamos para Barcelona. Acho que a cidade merecia mais tempo, talvez um dia inteiro. Quem sabe na próxima...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Madri, apenas uma coadjuvante?
Quando escolhi Madri como um dos destinos de minha viagem ouvi de diversas pessoas que consultei que era uma cidade meio apagada, velha e sem grandes atrações. Confesso que quase mudei meu roteiro, mas insisti na idéia e passo a contar detalhes desta aventura espanhola.
Madri foi a última cidade em que estive durante minha viagem de 10 dias. Saí de Marrakech num avião da easyjet (boa opção e com preços imbatíveis se comprar com antecedência) rumo à capital espanhola. Após 3 dias debaixo de sol escaldante e com todas a experiências que passei naquela cidade, estava bastante cansado e sem grandes pretensões. Ao chegar, agente alfandegário mal encarado e querendo dificultar minha entrada. O desânimo era tanto que quase pedi para que me mandasse logo de volta ao Brasil. Acho que percebeu isso e liberou minha entrada, não sem antes deixar bem claro que era "o cara". Tudo parecia de acordo com minhas informações sobre a cidade. Fui ao balcão de turismo e descobri que o único meio de transporte até o centro seria o metrô (único, pois já tinha descartado o táxi). Vinte minutos de caminhada atravessando o aeroporto de Barajas até chegar à estação. Longa espera pelo meu transporte subterrâneo, gente para todo o lado, viagem em pé com mala, mochila e camêra (elas sobreviveram à Marrakech)... Por que não desisti dessa cidade? Após alguns longos minutos cheguei ao meu destino. Quando voltei à superfície, comecei a gostar do que estava vendo. Uma cidade muito bonita, com ruas largas, praças e um clima bastante agradável. Primeiro grande desafio: achar onde estava hospedado. Desta vez, diferente de Barcelona, a coisa complicou. Perguntei para uma senhora que vendia algo que nem tenho idéia do que era e ela me apontou para o único caminho que com certeza não levaria ao meu hotel! Pena que descobri isso um pouco tarde... De volta a rota, passo novamente pela simpática senhora que orientava outros pobres turistas. Resolvi perguntar numa grande cafeteria. Como uma língua tão próxima à nossa pode parecer tão estranha quando precisamos disso para sobreviver? Ninguém falava inglês! Ter em mãos um mapa das ruas me ajudou bastante. Finalmente cheguei ao hotel, chic and basic era o nome. O local realmente fazia jus à denominação. Gostei! Depois de ter passado a experiência de sardinha no box do banheiro (foi o ambiente mais apertado em que já estive, mal dava para levantar a mão para lavar a cabeça), saí para tomar uma cerveja. O hotel era muito bem localizado, no centro de tudo.
Pub legal, cerveja de primeira, começo a perceber o andamento das coisas. As pessoas vão de bar em bar bebendo e comendo como se fosse uma procissão. Isso começa no final da tarde e vai até o amanhecer. Se quiser ir a lugares legais, basta seguir o fluxo... Tomei mais algumas cervejas e voltei ao hotel.
Dia seguinte comecei a visitar a cidade e realmente gostei muito. Museu do Prado, residência real, mercado de San Jose...




No final do dia, resolvi seguir a "procissão". Jogo da seleção espanhola! Todos os bares lotados para ver o show da Fúria (como é conhecida a seleção da Espanha). O clima de integração é bem interessante e eis que surge um irlandês a puxar conversa... Quando soube que eu era do Brasil, veio a pergunta fatídica:
- Vc trabalha com produção de cocaína?
A resposta veio imediata na cabeça: Lógico! Mando tudo para cá para vocês consumirem e ainda trabalho como cafetão nas horas vagas servindo aos irlandeses que não conseguem mulheres! Porém pela total falta de fluência no idioma limitei-me a dar um sorrisinho sem graça e dar um belo gole na minha Guiness (que por absoluta coincidência, é uma excelente cerveja irlandesa). Temos uma excelente fama lá fora quando se trata de futebol e música e só! Tráfico, favelas, violência, corrupção, Sarneys, Arrudas, Moluscos... Será que fazemos por merecer mais? Isso é assunto para outro momento...
Fiquei pouco tempo, mas tive a certeza que a cidade é mais merecedora que sua fama (pelo menos a dos que me informaram). Tive que sair do hotel por volta das 6 horas da manhã para o retorno ao Brasil e a rua estava cheia de gente que ainda curtia... Definitivamente, Madri tem muito a oferecer...
Madri foi a última cidade em que estive durante minha viagem de 10 dias. Saí de Marrakech num avião da easyjet (boa opção e com preços imbatíveis se comprar com antecedência) rumo à capital espanhola. Após 3 dias debaixo de sol escaldante e com todas a experiências que passei naquela cidade, estava bastante cansado e sem grandes pretensões. Ao chegar, agente alfandegário mal encarado e querendo dificultar minha entrada. O desânimo era tanto que quase pedi para que me mandasse logo de volta ao Brasil. Acho que percebeu isso e liberou minha entrada, não sem antes deixar bem claro que era "o cara". Tudo parecia de acordo com minhas informações sobre a cidade. Fui ao balcão de turismo e descobri que o único meio de transporte até o centro seria o metrô (único, pois já tinha descartado o táxi). Vinte minutos de caminhada atravessando o aeroporto de Barajas até chegar à estação. Longa espera pelo meu transporte subterrâneo, gente para todo o lado, viagem em pé com mala, mochila e camêra (elas sobreviveram à Marrakech)... Por que não desisti dessa cidade? Após alguns longos minutos cheguei ao meu destino. Quando voltei à superfície, comecei a gostar do que estava vendo. Uma cidade muito bonita, com ruas largas, praças e um clima bastante agradável. Primeiro grande desafio: achar onde estava hospedado. Desta vez, diferente de Barcelona, a coisa complicou. Perguntei para uma senhora que vendia algo que nem tenho idéia do que era e ela me apontou para o único caminho que com certeza não levaria ao meu hotel! Pena que descobri isso um pouco tarde... De volta a rota, passo novamente pela simpática senhora que orientava outros pobres turistas. Resolvi perguntar numa grande cafeteria. Como uma língua tão próxima à nossa pode parecer tão estranha quando precisamos disso para sobreviver? Ninguém falava inglês! Ter em mãos um mapa das ruas me ajudou bastante. Finalmente cheguei ao hotel, chic and basic era o nome. O local realmente fazia jus à denominação. Gostei! Depois de ter passado a experiência de sardinha no box do banheiro (foi o ambiente mais apertado em que já estive, mal dava para levantar a mão para lavar a cabeça), saí para tomar uma cerveja. O hotel era muito bem localizado, no centro de tudo.
Pub legal, cerveja de primeira, começo a perceber o andamento das coisas. As pessoas vão de bar em bar bebendo e comendo como se fosse uma procissão. Isso começa no final da tarde e vai até o amanhecer. Se quiser ir a lugares legais, basta seguir o fluxo... Tomei mais algumas cervejas e voltei ao hotel.
Dia seguinte comecei a visitar a cidade e realmente gostei muito. Museu do Prado, residência real, mercado de San Jose...
No final do dia, resolvi seguir a "procissão". Jogo da seleção espanhola! Todos os bares lotados para ver o show da Fúria (como é conhecida a seleção da Espanha). O clima de integração é bem interessante e eis que surge um irlandês a puxar conversa... Quando soube que eu era do Brasil, veio a pergunta fatídica:
- Vc trabalha com produção de cocaína?
A resposta veio imediata na cabeça: Lógico! Mando tudo para cá para vocês consumirem e ainda trabalho como cafetão nas horas vagas servindo aos irlandeses que não conseguem mulheres! Porém pela total falta de fluência no idioma limitei-me a dar um sorrisinho sem graça e dar um belo gole na minha Guiness (que por absoluta coincidência, é uma excelente cerveja irlandesa). Temos uma excelente fama lá fora quando se trata de futebol e música e só! Tráfico, favelas, violência, corrupção, Sarneys, Arrudas, Moluscos... Será que fazemos por merecer mais? Isso é assunto para outro momento...
Fiquei pouco tempo, mas tive a certeza que a cidade é mais merecedora que sua fama (pelo menos a dos que me informaram). Tive que sair do hotel por volta das 6 horas da manhã para o retorno ao Brasil e a rua estava cheia de gente que ainda curtia... Definitivamente, Madri tem muito a oferecer...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Barcelona, uma cidade festiva!
Após 20 horas de viagem (check-in, vôo, conexão com atraso, novo vôo e pouso) enfim chego a terras catalãs. Não antes de enfrentar a fila para sair da aeronave. Todos com pressa para chegar ao local de recuperação das malas, no meu caso uma pequena e essencial mala. No caminho percebo pessoas com terços, entoando mantras e outras mandingas:
- Se Deus quiser e ele há de querer, minha mala não será extraviada!
Após a esteira começar a rolar começamos a perceber a comemoração das pessoas, quase um gol do Mengão num Maracanã lotado. Gooolll!!! Minha mala apareceu... Sufoco deixado para trás consigo ver a grandiosidade do aeroporto de Barcelona. Nunca estive num lugar tão grande! Nem consegui ver o final das esteiras. Deviam existir umas 15 delas.
Saio do ambiente restrito aos passageiros e há uma multidão esperando. Diversas plaquinhas com nomes de pessoas que chegam. Confesso que sempre as leio! Ninguém de novo! Mas quem haveria de ser? Desta vez não há alfândega. Sou apenas um cidadão normal que viaja pelo mundo. Não importa de onde venho e nem para onde vou...
O primeiro grande desafio foi descobrir como chegar ao hotel. Parecia difícil, mas não foi. Ônibus direto para a Plaza Catalunya, referência para a minha hospedagem. Poucas pessoas no ônibus e em poucos minutos a confirmação, todos brasileiros. Esperei a deixa para entrar na conversa:
- Será que vai ter jogo do Barça?
- Segunda à noite, respondi rapidamente e sem pensar.
Pronto! Se quer fazer amizade em qualquer lugar do mundo é só falar em futebol. Exceções são as amizades femininas ou aqueles caras que não tem time e torcem apenas para o Brasil ou só gostam de vôlei. Essa intervenção gerou companhia para os jantares em todos os dias. Cardiologistas cariocas e muito legais. Eram mais velhos, mas quando a coisa ficava feia era simples:
- O jogo do Barça vai ser fantástico! Resolvido...

Chegando à Plaza Catalunya, o segundo grande desafio, achar meu hotel. Fácil novamente! Os policiais sempre muito cordiais, falavam inglês e tinham mapas da ruas dos arredores. Passada a apreensão das malas, transporte e de como encontrar o hotel, começo a prestar atenção ao mundo que me cerca. Barcelona é fantástica ao primeiro olhar. O clima da cidade (não estou falando de chuva, sol, calor ou frio) é alegre e festivo. A arquitetura é um capítulo a parte. Percebemos que trata-se de uma cidade com uma forte carga cultural e eles orgulham-se disso.
Quando cheguei ao hotel tive uma agradável surpresa. O quarto era simplesmente genial! Camas confortáveis e banheiro com hidromassagem. Tudo que eu precisava após a longa viagem. Agradeço ao Wing por ter feito que eu ficasse com o quarto duplo...

Após um merecido descanso saí para um passeio pela cidade. A Plaza Catalunya ferve de tanta gente. Vou seguindo a multidão meio sem rumo e entro numa das grandes atrações: Las Ramblas! Uma simples rua com uma infinidade de artistas, vendedores, turistas, atrações, restaurantes, batedores de carteira e dependendo da hora o nível vai caindo...

A rua vai terminar na zona portuária bem na estátua de Colombo. Pelo meio do caminho encontramos o Mercat la Boqueria que é uma tentação para todos os gostos. Tudo muito colorido! Resistir é praticamente impossível! Após diversas comidinhas, estava de volta à muvuca... Obs.: antes que me perguntem, o cara que parece posar para foto é apenas uma pessoa comum passando bem na hora errada.


No final da rua chegamos à Rambla del Mar e Maremagnum, uma espécie de shopping com diversas opções de restaurantes. Bom lugar para tomar umas cervejas de alta qualidade.

Não dá para parar em Barcelona, manhã, tarde ou noite. Durante o período em que estive por lá minha agenda estava sempre lotada. Turismo, cultura, arquitetura e claro, a gastronomia. Só indo lá para ter noção! Tapas, pintxos, cañas... Podem ficar com água na boca! As praias são bem diferentes das nossas e tem uma atmosfera de paz e tranqüilidade muito legais. Não cansei de almoçar sentado em bancos à beira-mar.

Fora a diversão, o congresso. Parecíamos ETs dentro dos metrôs e trens. Digo parecíamos porque havia cardiologistas para todos os lados. Após o café da manhã, conseguia me convencer a ir ao evento. Calça jeans, camisa mais arrumadinha (pareço minha mãe falando) e sapato. Bastava entrar no metrô para ter a completa sensação de que estava indo ao lugar errado. Os “normais” estavam indo à praia, algo compreensível com o clima (agora estou falando de chuva, sol, calor ou frio) em torno de 35 graus Celsius. O congresso foi interessante!


No dia do Jogo do Barça, tudo acertado. Marquei com meus novos amigos um local para partirmos para o grande jogo. Não apareceram... Tratei de correr (de metrô) para o Camp Nou. Não tinha ingresso, mas resolvi arriscar. Chegando lá, cara de quem tá procurando por alguma coisa, não tardou a aparecer o tão conhecido cambista. Conversamos num mistura de português, inglês e espanhol. Acertamos o preço e aí fiz a pergunta básica: É garantido?
- La garantia soy yo! Putz, não devia ter perguntado. Decidi seguir em frente. Tirei o dinheiro e aí a surpresa. Só pagaria depois que estivesse dentro do estádio. Até os cambistas do primeiro mundo são diferenciados. Ainda fiquei num lugar fantástico! Goleada do Barça para cima do Sporting Gijon. Valeu o ingresso!

Gente do mundo todo, turistas. Aproveito para dizer que se quer tirar uma foto interessante, sigam os japoneses. Eles sempre conseguem o melhor ângulo! Gente de todo o mundo tentando ganhar a vida no primeiro mundo. Africanos vendendo bolsas de marca contrabandeadas e com um esquema de fuga da policia impressionante. Testemunhei em pelo menos duas ocasiões. Numa delas estava fotografando algo por perto quando um deles veio em minha direção gritando: - No, no, no... Segundos de tensão. Só susto! A prostituição à noite também é bastante explícita e incômoda. Mas isso não é diferente do nosso país...
Não me deterei em descrever monumentos ou atrações, mas preciso falar: Gaudi era um cara muito louco! Conhecer suas obras nos dá a impressão de estarmos num desenho animado. Coisas de Smurfs ou João e Maria.

Não apreciei de fato, mas tenho que admitir que estava à frente de seu tempo (morreu em 1926, atropelado por um bonde em frente à Sagrada Família que ainda está em construção).




Não me lembro de algum lugar que não tenha gostado. Terminado o passeio, fica a certeza de um retorno breve à esta terra tão festiva.
- Se Deus quiser e ele há de querer, minha mala não será extraviada!
Após a esteira começar a rolar começamos a perceber a comemoração das pessoas, quase um gol do Mengão num Maracanã lotado. Gooolll!!! Minha mala apareceu... Sufoco deixado para trás consigo ver a grandiosidade do aeroporto de Barcelona. Nunca estive num lugar tão grande! Nem consegui ver o final das esteiras. Deviam existir umas 15 delas.
Saio do ambiente restrito aos passageiros e há uma multidão esperando. Diversas plaquinhas com nomes de pessoas que chegam. Confesso que sempre as leio! Ninguém de novo! Mas quem haveria de ser? Desta vez não há alfândega. Sou apenas um cidadão normal que viaja pelo mundo. Não importa de onde venho e nem para onde vou...
O primeiro grande desafio foi descobrir como chegar ao hotel. Parecia difícil, mas não foi. Ônibus direto para a Plaza Catalunya, referência para a minha hospedagem. Poucas pessoas no ônibus e em poucos minutos a confirmação, todos brasileiros. Esperei a deixa para entrar na conversa:
- Será que vai ter jogo do Barça?
- Segunda à noite, respondi rapidamente e sem pensar.
Pronto! Se quer fazer amizade em qualquer lugar do mundo é só falar em futebol. Exceções são as amizades femininas ou aqueles caras que não tem time e torcem apenas para o Brasil ou só gostam de vôlei. Essa intervenção gerou companhia para os jantares em todos os dias. Cardiologistas cariocas e muito legais. Eram mais velhos, mas quando a coisa ficava feia era simples:
- O jogo do Barça vai ser fantástico! Resolvido...
Chegando à Plaza Catalunya, o segundo grande desafio, achar meu hotel. Fácil novamente! Os policiais sempre muito cordiais, falavam inglês e tinham mapas da ruas dos arredores. Passada a apreensão das malas, transporte e de como encontrar o hotel, começo a prestar atenção ao mundo que me cerca. Barcelona é fantástica ao primeiro olhar. O clima da cidade (não estou falando de chuva, sol, calor ou frio) é alegre e festivo. A arquitetura é um capítulo a parte. Percebemos que trata-se de uma cidade com uma forte carga cultural e eles orgulham-se disso.
Quando cheguei ao hotel tive uma agradável surpresa. O quarto era simplesmente genial! Camas confortáveis e banheiro com hidromassagem. Tudo que eu precisava após a longa viagem. Agradeço ao Wing por ter feito que eu ficasse com o quarto duplo...
Após um merecido descanso saí para um passeio pela cidade. A Plaza Catalunya ferve de tanta gente. Vou seguindo a multidão meio sem rumo e entro numa das grandes atrações: Las Ramblas! Uma simples rua com uma infinidade de artistas, vendedores, turistas, atrações, restaurantes, batedores de carteira e dependendo da hora o nível vai caindo...
A rua vai terminar na zona portuária bem na estátua de Colombo. Pelo meio do caminho encontramos o Mercat la Boqueria que é uma tentação para todos os gostos. Tudo muito colorido! Resistir é praticamente impossível! Após diversas comidinhas, estava de volta à muvuca... Obs.: antes que me perguntem, o cara que parece posar para foto é apenas uma pessoa comum passando bem na hora errada.
No final da rua chegamos à Rambla del Mar e Maremagnum, uma espécie de shopping com diversas opções de restaurantes. Bom lugar para tomar umas cervejas de alta qualidade.
Não dá para parar em Barcelona, manhã, tarde ou noite. Durante o período em que estive por lá minha agenda estava sempre lotada. Turismo, cultura, arquitetura e claro, a gastronomia. Só indo lá para ter noção! Tapas, pintxos, cañas... Podem ficar com água na boca! As praias são bem diferentes das nossas e tem uma atmosfera de paz e tranqüilidade muito legais. Não cansei de almoçar sentado em bancos à beira-mar.
Fora a diversão, o congresso. Parecíamos ETs dentro dos metrôs e trens. Digo parecíamos porque havia cardiologistas para todos os lados. Após o café da manhã, conseguia me convencer a ir ao evento. Calça jeans, camisa mais arrumadinha (pareço minha mãe falando) e sapato. Bastava entrar no metrô para ter a completa sensação de que estava indo ao lugar errado. Os “normais” estavam indo à praia, algo compreensível com o clima (agora estou falando de chuva, sol, calor ou frio) em torno de 35 graus Celsius. O congresso foi interessante!
No dia do Jogo do Barça, tudo acertado. Marquei com meus novos amigos um local para partirmos para o grande jogo. Não apareceram... Tratei de correr (de metrô) para o Camp Nou. Não tinha ingresso, mas resolvi arriscar. Chegando lá, cara de quem tá procurando por alguma coisa, não tardou a aparecer o tão conhecido cambista. Conversamos num mistura de português, inglês e espanhol. Acertamos o preço e aí fiz a pergunta básica: É garantido?
- La garantia soy yo! Putz, não devia ter perguntado. Decidi seguir em frente. Tirei o dinheiro e aí a surpresa. Só pagaria depois que estivesse dentro do estádio. Até os cambistas do primeiro mundo são diferenciados. Ainda fiquei num lugar fantástico! Goleada do Barça para cima do Sporting Gijon. Valeu o ingresso!

Gente do mundo todo, turistas. Aproveito para dizer que se quer tirar uma foto interessante, sigam os japoneses. Eles sempre conseguem o melhor ângulo! Gente de todo o mundo tentando ganhar a vida no primeiro mundo. Africanos vendendo bolsas de marca contrabandeadas e com um esquema de fuga da policia impressionante. Testemunhei em pelo menos duas ocasiões. Numa delas estava fotografando algo por perto quando um deles veio em minha direção gritando: - No, no, no... Segundos de tensão. Só susto! A prostituição à noite também é bastante explícita e incômoda. Mas isso não é diferente do nosso país...
Não me deterei em descrever monumentos ou atrações, mas preciso falar: Gaudi era um cara muito louco! Conhecer suas obras nos dá a impressão de estarmos num desenho animado. Coisas de Smurfs ou João e Maria.
Não apreciei de fato, mas tenho que admitir que estava à frente de seu tempo (morreu em 1926, atropelado por um bonde em frente à Sagrada Família que ainda está em construção).
Não me lembro de algum lugar que não tenha gostado. Terminado o passeio, fica a certeza de um retorno breve à esta terra tão festiva.
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