Após o término da série sobre minha viagem mais recente, o Egito, vou começar a colocar no "ar" algumas viagens que tinham ficado no fundo do baú. Nada melhor que começar com o Mont Saint-Michel na Normandia, França. Foi em 2007 e aproveitamos nossa viagem de carro pelo vale do Loire para esticarmos até essa região. Saímos de Chinon e decidimos pernoitar em Saint-Malo, uma cidade da Bretanha que fica muito próxima ao nosso objetivo principal (para quem estiver em Paris são 405 km em estradas excelentes). Saint-Malo por si só já vale a visita. Foi de lá que partiram inúmeros piratas franceses que deram bastante trabalho aos navios ingleses. A cidade é composta por duas partes, mas o interessante é ficar na conhecida como Intramuros, a parte antiga. Hospedagem e restaurantes são abundantes, mas no verão é interessante fazer reserva antes para não ter surpresas desagradáveis. A população quadruplica nesse período! Passeio imperdível é a caminhada sobre os muros que a cercam (daí o nome Intramuros). O percurso é longo, mas as paisagens que se seguem... Após o passeio é só escolher um bom restaurante para se deliciar na gastronomia local. O forte são os mariscos e ostras. Não deixe de provar o aguardente local, calvados (com aquele típico ô no final). A bebida é extremamente forte e é bom ter cuidado na quantidade!
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
domingo, 20 de março de 2011
Vale do Loire de carro - parte 3
No nosso terceiro dia de viagem, decidimos que iríamos conhecer mais 2 castelos, o de Chambord e o de Chenonceau, e dormiríamos em Tour. O primeiro deles foi construído pelo Rei Francisco I e serviria apenas como pavilhão de caça. Que desperdício! Sua arquitetura é renascentista e em grande parte do tempo permaneceu sem moradores e sem mobílias. O pior de tudo é que ele é o maior castelo da região do Vale do Loire!
Ficamos tempo suficiente para explorar seus cômodos de forma tranquila e partimos a caminho de Chenonceaux, onde visitaríamos o castelo de Chenonceau (percebam que a grafia é diferente do nome da cidade) ou das sete damas em homenagem às mulheres que habitaram o mesmo. Duas delas se destacaram, Diane de Poitiers e Catarina de Médicis. A primeira foi amante de Henrique II e a segunda sua esposa. Henrique ofereceu o castelo à Diane como presente, porém após sua morte, Catarina expulsou sua rival e fez de lá sua residência. Existem 2 jardins, um a cada lado, que foram criados por cada uma das damas. Ele é bem menor que Chambord, mas bem mais interessante e com mobílias que sugerem um ambiente de moradia mais próxima do real. Ele está situado sobre o rio Cher e funciona como ponte. Ao seu lado existe uma cave que vende bons vinhos a preços convidativos.
Exaustos de castelos, seguimos viagem para Tours, porém ao chegarmos não gostamos tanto. É uma cidade grande e queríamos algo mais familiar, mais charme... Partimos para Chinon. Adoramos a cidade e principalmente nosso jantar. Dede la boulange! Você paga uma quantia e vai experimentando diversas comidinhas que ele vai preparando na hora. E o que beber? Vinho é claro! Exceção: Sidão, que apesar de estar com uma taça idêntica à nossa, permaneceu no suco de maça. O simpático anfitrião acompanha em todas as degustações, especialmente a da bebida. Com a diferença de que sua taça era de um tamanho um pouquinho diferente...
Nosso passeio pelo vale do Loire estava acabando. Ainda iríamos de carro para Bretanha e Normandia, mas isso é assunto para um outro momento...
Ficamos tempo suficiente para explorar seus cômodos de forma tranquila e partimos a caminho de Chenonceaux, onde visitaríamos o castelo de Chenonceau (percebam que a grafia é diferente do nome da cidade) ou das sete damas em homenagem às mulheres que habitaram o mesmo. Duas delas se destacaram, Diane de Poitiers e Catarina de Médicis. A primeira foi amante de Henrique II e a segunda sua esposa. Henrique ofereceu o castelo à Diane como presente, porém após sua morte, Catarina expulsou sua rival e fez de lá sua residência. Existem 2 jardins, um a cada lado, que foram criados por cada uma das damas. Ele é bem menor que Chambord, mas bem mais interessante e com mobílias que sugerem um ambiente de moradia mais próxima do real. Ele está situado sobre o rio Cher e funciona como ponte. Ao seu lado existe uma cave que vende bons vinhos a preços convidativos.
Exaustos de castelos, seguimos viagem para Tours, porém ao chegarmos não gostamos tanto. É uma cidade grande e queríamos algo mais familiar, mais charme... Partimos para Chinon. Adoramos a cidade e principalmente nosso jantar. Dede la boulange! Você paga uma quantia e vai experimentando diversas comidinhas que ele vai preparando na hora. E o que beber? Vinho é claro! Exceção: Sidão, que apesar de estar com uma taça idêntica à nossa, permaneceu no suco de maça. O simpático anfitrião acompanha em todas as degustações, especialmente a da bebida. Com a diferença de que sua taça era de um tamanho um pouquinho diferente...
Nosso passeio pelo vale do Loire estava acabando. Ainda iríamos de carro para Bretanha e Normandia, mas isso é assunto para um outro momento...
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quarta-feira, 9 de março de 2011
Vale do Loire de carro - parte 2
Partimos de Sancerre rumo à Orléans. Mais uma vez escolhemos o caminho mais demorado e mais bonito. Além de tudo é uma grande economia, pois evitamos os pedágios das grandes rodovias. Excelente opção para quem tem tempo de sobra. Orléans é uma bela cidade que fica a 130 km de Paris. Para mim, o que mais interessava era a história de Joana D´Arc, grande heroína francesa. Não vou entrar em detalhes, mas é uma bela história... Ficamos pouco tempo na cidade e visitamos a catedral (Sainte-Croix D´Orléans) e as margens do Rio Loire.

Nesse segundo dia, percorremos um trecho bem pequeno, uma vez que saímos de Sancerre apenas após a degustação de vinhos na cave La Perrière. Dia seguinte partiríamos em busca de mais castelos, boa comida e vinhos... Será que o próximo destino manteria o nível tão alto quanto até o momento?

Seguimos viagem e decidimos que dormiríamos em Blois que fica a apenas 62 km de Orléans. Escolha perfeita! A cidade é bastante charmosa e seus bares e restaurantes trazem boas opções de vinhos e refeições. O castelo de Blois foi residência de diversos reis franceses, entre eles Luís XII e Francisco I. Também foi o local onde o papa da época abençoou Joana D´Arc antes de sair para seus combates. Está bastante conservado e apesar de não ser tão pomposo como outros da região, vale a visita. A entrada custa 8 euros por pessoa.
Nesse segundo dia, percorremos um trecho bem pequeno, uma vez que saímos de Sancerre apenas após a degustação de vinhos na cave La Perrière. Dia seguinte partiríamos em busca de mais castelos, boa comida e vinhos... Será que o próximo destino manteria o nível tão alto quanto até o momento?
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Vale do Loire de carro - parte 1
Foi em abril de 2007. Estávamos em 5 pessoas (eu, Sissi, Sidão, Glenn e Magaly) e aproveitamos o clima de vitória após a conclusão da Maratona de Paris para sairmos em busca da beleza e sabores dessa magnífica região da França. O Vale do Loire foi reduto da nobreza francesa durante longo período. Por lá foram construídos mais de 300 castelos! É isso mesmo! Inicialmente foram criados com objetivos de fortificação e proteção, porém com o passar dos anos a intenção tornou-se mais de demonstração da criatividade arquitetônica e ostentação de suas riquezas. Região com terras extremamente fertéis, desenvolveu-se a produção de vinho e a gastronomia.
Alugamos um grande carro em Paris e saímos apenas com um mapa em mãos. Nada de GPS! Não vou dizer que foi a tarefa mais fácil sair da cidade, porém se perder nas ruelas e bairros da cidade luz não pode ser chamado exatamente de um problema.
Nosso primeiro destino (o único em que tinhamos certeza que iríamos ficar) foi a cidade de Sancerre. Os vinhos brancos são especialmente conhecidos e a produção principal fica por conta do Domaine Guy Saget e suas ramificações. Andamos por estradas secundárias na maior parte do tempo e isso tornou nossa viagem, apesar de mais demorada, muito mais encantadora. Chegar na cidade foi um pouco complicado, uma vez que não encontramos placas com indicação precisa e não havia quase ninguém pelas ruas. No final descobrimos que era só seguir para Autres directions! Voilá!
Chegamos ao hotel e já nos arrumamos para sair, afinal, viemos aqui para beber ou para conversar? No dia seguinte conheceríamos o Domaine La Perrière. Tratamos de andar pela cidade quase deserta em busca de sabores típicos. Nossa noite foi regada com vinhos da região e uma infinidade de queijos. Sidão resistiu bravamente às tentações e ficou apenas no suco! Resultado: um a menos para desgustar (bela palavra para engrandecer o ato) e voltamos mais cambaleantes para o hotel! Não sei exatamente o porquê, mas as fotos da degustação não ficaram muito boas...
Dia seguinte fomos acompanhados por um representante do Domaine La Perrière, que nos mostrou tipos de terreno e o local onde são produzidas suas "preciosidades". Fomos batizados e fizemos a promessa de nunca mais beber água ou coisas do gênero em detrimento de um autêntico Sancerre. O desafio é não perder nenhuma gota da bebida. Podem perceber pelas fotos que não consegui...
Gostamos muito da nossa visita, apesar de nunca ter ouvido falar da cidade, o que justifica a total falta de aglomerações de turistas. Continuamos nossa viagem pelo Vale do Loire. Qual seria nossa próxima parada?
Alugamos um grande carro em Paris e saímos apenas com um mapa em mãos. Nada de GPS! Não vou dizer que foi a tarefa mais fácil sair da cidade, porém se perder nas ruelas e bairros da cidade luz não pode ser chamado exatamente de um problema.
Nosso primeiro destino (o único em que tinhamos certeza que iríamos ficar) foi a cidade de Sancerre. Os vinhos brancos são especialmente conhecidos e a produção principal fica por conta do Domaine Guy Saget e suas ramificações. Andamos por estradas secundárias na maior parte do tempo e isso tornou nossa viagem, apesar de mais demorada, muito mais encantadora. Chegar na cidade foi um pouco complicado, uma vez que não encontramos placas com indicação precisa e não havia quase ninguém pelas ruas. No final descobrimos que era só seguir para Autres directions! Voilá!
Chegamos ao hotel e já nos arrumamos para sair, afinal, viemos aqui para beber ou para conversar? No dia seguinte conheceríamos o Domaine La Perrière. Tratamos de andar pela cidade quase deserta em busca de sabores típicos. Nossa noite foi regada com vinhos da região e uma infinidade de queijos. Sidão resistiu bravamente às tentações e ficou apenas no suco! Resultado: um a menos para desgustar (bela palavra para engrandecer o ato) e voltamos mais cambaleantes para o hotel! Não sei exatamente o porquê, mas as fotos da degustação não ficaram muito boas...
Dia seguinte fomos acompanhados por um representante do Domaine La Perrière, que nos mostrou tipos de terreno e o local onde são produzidas suas "preciosidades". Fomos batizados e fizemos a promessa de nunca mais beber água ou coisas do gênero em detrimento de um autêntico Sancerre. O desafio é não perder nenhuma gota da bebida. Podem perceber pelas fotos que não consegui...
Gostamos muito da nossa visita, apesar de nunca ter ouvido falar da cidade, o que justifica a total falta de aglomerações de turistas. Continuamos nossa viagem pelo Vale do Loire. Qual seria nossa próxima parada?
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sábado, 9 de outubro de 2010
Cannes: Império do luxo ou da ostentação!
Conhecer Cannes gerou um dualidade impressionante! Por um lado tudo é muito bonito e glamuroso, mas por outro você percebe o quanto as pessoas desejam mais que precisam ter... Para os assíduos frequentadores da cidade, a verdade é um pouco diferente: eles não apenas desejam, eles tem! Basta passearmos pela marina que facilmente percebemos isso. A reserva para ficar ancorado ali é feita meses antes e gastam alguns milhares de euros para isso! Só para quem pode! Imagino como deve ser tomar um café da manhã nesses iates. Olha eu desejando mais que preciso...
A hospedagem em Cannes não é o que pode se chamar de barata. Na verdade essa palavra deveria ser extinta dos dicionários da cidade! Ficamos no Hôtel de France e apesar de estar no burburinho, não oferece nada demais (nada mesmo para ser bem exato). O preço bem acima das outras cidades em que estivemos. C'est la vie como dizem por lá...
Como até então tínhamos economizado alguns euros, resolvemos jantar bem no primeiro dia. Pronto! Foi o suficiente para termos que economizar muito mais daí em diante! Se deseja algo barato, você só tem duas opções: panini em uma das barraquinhas espalhadas pela cidade ou McDonald's! Fomos criativos. Panini no almoço e McDonald's no jantar! O engraçado era ver algumas figuras chiques andando pela cidade e depois encontrá-las na enorme fila do Mac...
Por onde passávamos carros fantásticos, lojas e hotéis inacessíveis para meros mortais!
E apesar da grande ostentação, muitos artistas simples de rua e pessoas implorando por alguns centavos e comida. Como em qualquer outro lugar em que exista muita riqueza, a diferença social é sentida de uma forma muito mais intensa. Pensei que não fosse ver isso por lá...
O clima estava muito bom, calor, muito sol. Passear pela la Croisette foi bastante agradável e as praias são belíssimas! Um grande problemas é a temperatura da água. Parece que estamos entrando num balde de gelo. Como nossa pequena adorava, tive que fazer o sacrifício! Sua felicidade compensava qualquer esforço. Outro ponto interessante era que nem toda praia era pública, mesmo estando lado a lado. Isso mesmo! Aqui pode e aqui não pode. Areia cercada e era preciso pagar entrada, aluguel de cadeiras, guarda-sóis... Nem preciso dizer para onde fomos, né? A areia era fofinha e a sombra do carrinho de bebê era "quase" perfeita! No último dia fomos convidados a sair da praia pois haveria um festival no local...
Não dava para ir à Cannes e não viver nosso momento de astros. Desfilar sobre o tapete vermelho do Festival de Cinema! Conseguimos após muito disputar nosso espaço com as centenas de turistas. Faltou apenas o convite para deixarmos nossas mãos na calçada do local.
Assim foi nossa passagem por Cannes. Império do luxo? Ostentação? Materialismo sem limites? Não tenho a resposta, mas alguém a tem? Faz lembrar de um certo poeta...
"Quem me dera ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisar ter, quase sempre se convence que não tem o bastante e fala demais por não ter nada a dizer..."
A hospedagem em Cannes não é o que pode se chamar de barata. Na verdade essa palavra deveria ser extinta dos dicionários da cidade! Ficamos no Hôtel de France e apesar de estar no burburinho, não oferece nada demais (nada mesmo para ser bem exato). O preço bem acima das outras cidades em que estivemos. C'est la vie como dizem por lá...
Como até então tínhamos economizado alguns euros, resolvemos jantar bem no primeiro dia. Pronto! Foi o suficiente para termos que economizar muito mais daí em diante! Se deseja algo barato, você só tem duas opções: panini em uma das barraquinhas espalhadas pela cidade ou McDonald's! Fomos criativos. Panini no almoço e McDonald's no jantar! O engraçado era ver algumas figuras chiques andando pela cidade e depois encontrá-las na enorme fila do Mac...
Por onde passávamos carros fantásticos, lojas e hotéis inacessíveis para meros mortais!
E apesar da grande ostentação, muitos artistas simples de rua e pessoas implorando por alguns centavos e comida. Como em qualquer outro lugar em que exista muita riqueza, a diferença social é sentida de uma forma muito mais intensa. Pensei que não fosse ver isso por lá...
O clima estava muito bom, calor, muito sol. Passear pela la Croisette foi bastante agradável e as praias são belíssimas! Um grande problemas é a temperatura da água. Parece que estamos entrando num balde de gelo. Como nossa pequena adorava, tive que fazer o sacrifício! Sua felicidade compensava qualquer esforço. Outro ponto interessante era que nem toda praia era pública, mesmo estando lado a lado. Isso mesmo! Aqui pode e aqui não pode. Areia cercada e era preciso pagar entrada, aluguel de cadeiras, guarda-sóis... Nem preciso dizer para onde fomos, né? A areia era fofinha e a sombra do carrinho de bebê era "quase" perfeita! No último dia fomos convidados a sair da praia pois haveria um festival no local...
Não dava para ir à Cannes e não viver nosso momento de astros. Desfilar sobre o tapete vermelho do Festival de Cinema! Conseguimos após muito disputar nosso espaço com as centenas de turistas. Faltou apenas o convite para deixarmos nossas mãos na calçada do local.
Assim foi nossa passagem por Cannes. Império do luxo? Ostentação? Materialismo sem limites? Não tenho a resposta, mas alguém a tem? Faz lembrar de um certo poeta...
"Quem me dera ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisar ter, quase sempre se convence que não tem o bastante e fala demais por não ter nada a dizer..."
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