Após 4 dias vivendo intensamente a história antiga, fugindo intensamente das negociações cansativas em todos os cantos, iríamos para um lugar apenas para curtir a vida no melhor estilo. E começamos bem: classe executiva entre Luxor e Sharm el-Sheikh! O voo seria curto, mas a primeira vez a gente nunca esquece. Como diria o ditado: alegria de pobre dura pouco! O avião era um Embraer 170 (olha o Brasil aê!) e a classe executiva eram 2 fileiras sem diferença de espaço para a classe econômica a que estamos habituados. Na hora do lanche ganhamos uma fatia extra de bolo de laranja e tenho que ser justo: estava deliciosa!
A cidade é quase um balneário europeu e os locais se aproveitam disso para ganhar um bom dinheiro. Tudo tem sua cotação em euros. Os taxistas não usam o taxímetro por decreto nenhum! Nem adianta pedir! Tentamos em vão e acabamos pagando o que eles pediam, não sem antes barganhar. Apesar da negociação, pagamos valores com diferença de até 200% para os mesmos trechos! Existem opções de hospedagem bem econômicas, mas no geral grandes resorts não saem caro. Se a sua intenção for uma coisa mais tranquila tipo mochilão, sugiro que seu destino seja Dahab ou Hurghada, esse último local preferencialmente para os mergulhadores (essa dica é baseada em minhas pesquisas e relatos de outros viajantes, não conheci nenhuma das duas). Como nosso objetivo era passar alguns dias sem nenhuma preocupação com passeios ou programas históricos, reservamos um bom resort, o Renaissance Golden View Beach Resort. Foram 5 dias de decisões difíceis: qual piscina? Qual trecho da praia exclusiva? Snorkel? Cerveja Stella (egípicia) ou Sakara? O lado ruim desse resort é que internet wi-fi apenas em um dos bares e após a compra de qualquer drink. Ainda pudemos apreciar danças típicas à noite, como a Tanoura, variação dos Dervishes turcos. Rodar, rodar e rodar... Só de lembrar já dá tontura!
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
Egito - Luxor em 1 dia!
Nossa meta inicial era ficar 2 dias em Luxor. Pedimos para o pessoal do hotel ligar para o escritório da Egyptair para reservar nossas passagens para Sharm el Sheikh. Péssima notícia! Ou compraríamos a passagem para o dia seguinte (só restavam alguns lugares na classe executiva) ou teríamos que ficar mais 2 dias na cidade. Optamos pela primeira alternativa e conseguimos um tour privativo pela cidade por um bom preço. O dono do táxi que tinha nos levado até o hotel já tinha oferecido o serviço, porém não gostamos dele e conseguimos diretamente no hotel e por um preço mais interessante. Esperamos um pouco no saguão e de repente: surpresa!!! O responsável pelo nosso passeio era o mesmo cidadão! Fomos direto à Egyptair para comprar as passagens. Os preços pela classe executiva foram menores que os da econômica no site e com antecedência. Se alguém quiser arriscar...
Passaríamos o dia entre o Vale dos Reis, templo de Hatshepsut, templo de Karnak e templo de Luxor. Teríamos uma van à nossa disposição e uma guia com inglês fluente, a Gheda (grafia por minha conta e risco). Primeira parada: Vale dos Reis. Teríamos a oportunidade de ver 3 tumbas em melhores condições de preservação. Único inconveniente: não é permitida a entrada de máquinas fotográficas. A tumba de Tutankhamon pode ser visitada, mas deve-se pagar uma outra entrada exclusiva para isto. A Gheda nos disse que o estado de preservação não é dos melhores e as coisas mais interessantes já tínhamos visto no Museu do Cairo. Visitamos uma bem pequena, outra bem profunda e a última muito grande e bem preservada. Uma pequena explicação antecipada nos ajudou a entender algumas das gravuras. O Rodrigo ficou encantado com o Deus da fertilidade... Água, protetor solar e óculos de sol são essenciais. O calor é terrível e estávamos em época de clima mais ameno.
Passaríamos o dia entre o Vale dos Reis, templo de Hatshepsut, templo de Karnak e templo de Luxor. Teríamos uma van à nossa disposição e uma guia com inglês fluente, a Gheda (grafia por minha conta e risco). Primeira parada: Vale dos Reis. Teríamos a oportunidade de ver 3 tumbas em melhores condições de preservação. Único inconveniente: não é permitida a entrada de máquinas fotográficas. A tumba de Tutankhamon pode ser visitada, mas deve-se pagar uma outra entrada exclusiva para isto. A Gheda nos disse que o estado de preservação não é dos melhores e as coisas mais interessantes já tínhamos visto no Museu do Cairo. Visitamos uma bem pequena, outra bem profunda e a última muito grande e bem preservada. Uma pequena explicação antecipada nos ajudou a entender algumas das gravuras. O Rodrigo ficou encantado com o Deus da fertilidade... Água, protetor solar e óculos de sol são essenciais. O calor é terrível e estávamos em época de clima mais ameno.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Egito - último dia no Cairo
Último dia no Cairo. Seria um dia bem cheio até nossa partida para Luxor. Após o café da manhã, Mohamed já nos esperava para iniciarmos o passeio. Fim de feriado e começamos a conhecer um pouco da verdadeira rotina da cidade. Trânsito de enlouquecer qualquer um.
Nossa primeira visita foi ao Museu do Cairo. Não é permitida a entrada com câmeras fotográficas no museu. Para quem não quiser deixar no hotel, existe um guarda coisas no local. Como não somos grandes adoradores de museus, fizemos a previsão de aproximadamente 2 horas de visita. Existe uma quantidade de história inestimável lá dentro, porém a forma como é guardada é de dar arrepios! Vidros quebrados, empoeirados, sem qualquer classificação ou explicação. É assim que a imensa maioria dos objetos se encontram. Os únicos artigos que trazem um pouco de grandiosidade são os encontrados na tumba de Tutankhamon, como a máscara de ouro que ocupa um lugar de destaque em uma sala climatizada. Não foi um grande faraó, porém ganhou fama por ter reinado durante sua adolescência e por sua tumba ter sido descoberta quase que completamente intacta. Alguns fatos estranhos e a morte de alguns dos participantes da expedição geraram a tão falada "Maldição do Faraó" após a abertura de sua câmara funerária.
O museu é grande e rico em história. O importante é tentar não enxergar o presente de como as coisas estão e tentar entender a grandiosidade de um passado tão distante...
Nossa primeira visita foi ao Museu do Cairo. Não é permitida a entrada com câmeras fotográficas no museu. Para quem não quiser deixar no hotel, existe um guarda coisas no local. Como não somos grandes adoradores de museus, fizemos a previsão de aproximadamente 2 horas de visita. Existe uma quantidade de história inestimável lá dentro, porém a forma como é guardada é de dar arrepios! Vidros quebrados, empoeirados, sem qualquer classificação ou explicação. É assim que a imensa maioria dos objetos se encontram. Os únicos artigos que trazem um pouco de grandiosidade são os encontrados na tumba de Tutankhamon, como a máscara de ouro que ocupa um lugar de destaque em uma sala climatizada. Não foi um grande faraó, porém ganhou fama por ter reinado durante sua adolescência e por sua tumba ter sido descoberta quase que completamente intacta. Alguns fatos estranhos e a morte de alguns dos participantes da expedição geraram a tão falada "Maldição do Faraó" após a abertura de sua câmara funerária.
O museu é grande e rico em história. O importante é tentar não enxergar o presente de como as coisas estão e tentar entender a grandiosidade de um passado tão distante...
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Egito - magia e caos do Cairo parte 2
Eram 7h da manhã quando começamos a nos preparar para o dia em que estaríamos a frente de uma história de quase 5.000 anos. As pirâmides do Egito sempre exerceram um fascínio imenso na minha vida. Antes de sairmos, importante checar os itens obrigatórios para o passeio: máquina fotográfica, protetor solar, óculos de sol e muita água. Nosso hotel realmente funcionava como um refúgio de paz e segurança, o que trazia um certa tranquilidade, porém nos blindava contra o ritmo intenso das ruas do Cairo. Sempre acreditei que fazer parte do dia a dia da população local é importante para o aprendizado da viagem, porém o clima pós revolução tirava um pouco dessa possibilidade... Mohamed já nos esperava na rua. Seria nosso motorista pelo dia inteiro. As pirâmides de Gizé ficam na fronteira da cidade com o deserto. O caminho desde nosso hotel levou em torno de 40 minutos. Tráfego não muito intenso, resultado do feriado. Pelo trajeto o mesmo de sempre: vias largas, trânsito desorganizado e casas inacabadas. Mohamed nos contou algumas coisas sobre sua vida. Casado com 2 mulheres, não pelo simples fato de querer ter 2 mulheres. A primeira não teve filhos, casou com a segunda para essa finalidade. Percebemos que o país é mais aberto nas relações com as mulheres, são mais respeitadas, não precisam cobrir o rosto, tem direito a escolhas... Existe um certo romantismo na história toda! Nosso motorista nos aponta numa direção e em meio à poluição que dificulta nossa visão do horizonte, avistamos as silhuetas das pirâmides. Mistura de incredulidade, contemplação, empolgação... Mais um pouco e estaríamos lá. Duas coisas nos preocuparam: baixo policiamento após a primavera árabe e dia de feriado. Preferimos nos aventurar com guia e a cavalo. Não sem muito protesto por parte da Roberta que não é muito chegada à montaria. Para quem não tinha a menor intimidade com os bichinhos, ela se saiu muito bem! Nosso guia Ali foi muito simpático e atencioso. A magia vai dando lugar a uma certa decepção. Como pode um lugar com uma história tão antiga, ser tão descuidado na sua preservação? Fomos atendendo às orientações do Ali e quando percebemos já estávamos em cima da pirâmide de Quéops! Os sinais de desgaste são evidentes. O pior é saber que muitas das pedras foram retiradas para a construção do Museu do Cairo. Torço para que seja apenas uma lenda...
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Egito - magia e caos do Cairo parte 1
Nossa chegada ao aeroporto do Cairo foi bastante tranquila. Malas na esteira, nenhum estresse na imigração e o responsável pelo nosso transporte para o hotel esperando na saída. Decidimos contratar o transporte diretamente com o hotel. Seria bem mais caro, porém nos daria mais comodidade e segurança nesse primeiro momento. Aproveitamos para sacar um pouco de libras egípcias (1 real = 3,4 libras) para nossos primeiros gastos. Infelizmente meu cartão de débito encontrava-se bloqueado. Serve de aviso: sempre pedir para desbloquear seus cartões (débito e crédito) antes de viagens internacionais. O problema é que eu tinha feito isso! Nada grave e resolvido com "alguns" reais gastos em ligação para meu banco no Brasil. Quando saímos em busca de nosso transporte propriamente dito, começamos a vivenciar uma das características mais marcantes e irritantes do país. Qualquer ajuda que receber, por menor e sem pretensão que possa parecer será cobrada de alguma forma (a famosa Baksheesh). Carregamos nossas malas, o motorista abriu a van, entregamos nossas malas a ele que por sua vez entregou a um terceiro que colocou a mala no bagageiro. Pronto! Juntaram pelo menos 3 pessoas a pedir algum tipo de ajuda. E o pior foi o motorista não fechar a porta por um bom tempo (parecia uma eternidade)! Era só o começo... Nosso trajeto até o hotel (Fairmont Nile City) foi rápido e sem intercorrências, mas pudemos perceber grande pobreza. Muitas casas inacabadas. Descobrimos que o simples fato de não dar os acabamentos finais poupa seus proprietários de taxas mais altas de impostos. Isso ocorria mesmo nas partes consideradas mais nobres. Mas a pobreza ainda estava lá...
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Uma noite em Dubai - a caminho do Egito!
Após o cancelamento das passagens da Turkish para a Tailândia, conseguimos boas tarifas pela Emirates até o Cairo. O único problema era termos que pernoitar em Dubai tanto na ida como na volta. Bom, talvez isso não fosse tão ruim assim, afinal seria uma boa oportunidade de conhecer o lugar pelo menos de forma superficial. A Emirates é conhecida como uma empresa 5 estrelas e isso gerou uma boa expectativa, uma vez que o voo duraria 13 horas a partir de São Paulo. O avião não estava lotado e para nossa sorte ninguém ao nosso lado! O espaço entre as poltronas é maior, os comissários de bordo são bastante atenciosos, a programação de entretenimento é extensa e a comida foi bastante satisfatória. Serviço aprovado, mas deu vontade de (quem sabe um dia) poder experimentar a primeira classe com suas cabines individuais.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A viagem inesperada: Egito!
Estava tudo certo. Tudo reservado, passagens compradas, passeios quase definidos... A Tailândia já estava em nossos sonhos, mas um pequeno capricho da natureza colocou por água abaixo todos os nossos planos. Literalmente! A Tailândia vive a pior enchente dos últimos 50 anos. A região centro-norte ficou toda alagada com grande prejuízo ao turismo e especialmente aos seus moradores. Bangkok ainda mantém as regiões centrais (e turísticas) fora do alcance da água, mas isso ainda não é garantia que não vá piorar. A população protesta e a infraestrutura básica começa a ruir. Motivos suficientes para nossa mudança de planos. Esperamos até o último momento e quando vimos que não ia funcionar, surge a grande pergunta: e agora? Cancelamos a viagem? Mudamos o roteiro? O problema maior é que não conseguiríamos manter o mesmo tipo de turismo. Tínhamos 1 semana para fazer todas as alterações! Após reunião com o Rodrigo e a Roberta, nossos companheiros nessa empreitada, decidimos que iríamos para o Egito! Começava uma incômoda novela... Mudança de passagens, visto de entrada no país, pesquisa de roteiro... No início, uma dificuldade trazia outra. Persistimos e no final tudo certo!
Amanhã embarcamos rumo à São Paulo, parada estratégica para deixar nossa pequena aos cuidados dos avós. Segunda-feira prosseguimos rumo ao Cairo. Não sei se vou conseguir postar de lá, mas espero ter muita coisa para contar... Ma'a Salaama!
Amanhã embarcamos rumo à São Paulo, parada estratégica para deixar nossa pequena aos cuidados dos avós. Segunda-feira prosseguimos rumo ao Cairo. Não sei se vou conseguir postar de lá, mas espero ter muita coisa para contar... Ma'a Salaama!
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