Após 4 dias vivendo intensamente a história antiga, fugindo intensamente das negociações cansativas em todos os cantos, iríamos para um lugar apenas para curtir a vida no melhor estilo. E começamos bem: classe executiva entre Luxor e Sharm el-Sheikh! O voo seria curto, mas a primeira vez a gente nunca esquece. Como diria o ditado: alegria de pobre dura pouco! O avião era um Embraer 170 (olha o Brasil aê!) e a classe executiva eram 2 fileiras sem diferença de espaço para a classe econômica a que estamos habituados. Na hora do lanche ganhamos uma fatia extra de bolo de laranja e tenho que ser justo: estava deliciosa!
A cidade é quase um balneário europeu e os locais se aproveitam disso para ganhar um bom dinheiro. Tudo tem sua cotação em euros. Os taxistas não usam o taxímetro por decreto nenhum! Nem adianta pedir! Tentamos em vão e acabamos pagando o que eles pediam, não sem antes barganhar. Apesar da negociação, pagamos valores com diferença de até 200% para os mesmos trechos! Existem opções de hospedagem bem econômicas, mas no geral grandes resorts não saem caro. Se a sua intenção for uma coisa mais tranquila tipo mochilão, sugiro que seu destino seja Dahab ou Hurghada, esse último local preferencialmente para os mergulhadores (essa dica é baseada em minhas pesquisas e relatos de outros viajantes, não conheci nenhuma das duas). Como nosso objetivo era passar alguns dias sem nenhuma preocupação com passeios ou programas históricos, reservamos um bom resort, o Renaissance Golden View Beach Resort. Foram 5 dias de decisões difíceis: qual piscina? Qual trecho da praia exclusiva? Snorkel? Cerveja Stella (egípicia) ou Sakara? O lado ruim desse resort é que internet wi-fi apenas em um dos bares e após a compra de qualquer drink. Ainda pudemos apreciar danças típicas à noite, como a Tanoura, variação dos Dervishes turcos. Rodar, rodar e rodar... Só de lembrar já dá tontura!