Após nossa jornada de aventuras, Lima seria uma cidade para descansar, recompor as energias e, principalmente, comer bem! Estávamos dispostos a gastar mais com esse quesito, porém no final descobrimos que mesmo querendo fazer algumas extravagâncias, o custo ainda é bem menor que no Brasil. Nosso voo de Cusco até Lima foi pela LAN e comprado com milhas TAM. Foram 10.000 milhas por pessoa. Tudo transcorreu dentro do previsto, com duração de aproximadamente 1h30. Após pegarmos nossas mochilas já fomos abordados por empresas de transporte que nos levariam até o hotel. Tudo tabelado. Como estávamos em 4, tivemos que contratar uma van saindo a 55 soles no total (em torno de 36 reais no câmbio de hoje). Nosso hotel foi o Runcu Miraflores. Barato, confortável e bem localizado! A primeira impressão que tive de Lima era de uma cidade grande, movimentada, bairros muito bonitos e limpos, outros nem tanto. O céu sempre cinza! Parece ser uma característica marcante. Depois de devidamente instalados no hotel, decidimos almoçar em La Punta, indicação do Vitto Chaca, um de nossos companheiros de caminhada. O lugar ficava bem distante do hotel, um pouco além do aeroporto. Saindo de Miraflores teríamos que passar por alguns bairros barra pesada. O taxista ficou um pouco apreensivo, deu dicas de outros lugares, perguntou mais de uma vez se estávamos certos da escolha e por fim acabou nos levando. Indicação de um nativo é sempre bem apreciada! Quando passávamos pelo bairro mais problemático, ele ficou tenso, pediu para fechar as janelas e portas... Não me pareceu nada diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Quando chegamos, percebemos policiais nas ruas. O local é todo protegido e funciona como uma ilha de segurança. Orientações do Willy taxista:
- Fiquem apenas dentro dessa área e estarão seguros. Peguem o táxi por aqui mesmo e não saiam muito tarde.
Reconfortante! Os restaurantes são bem simples e há várias opções. O resultado final foi compensador! Excelente comida! Experimentamos o ceviche misto, tacu tacu de camarões e tacu tacu de frutos do mar. Divino! Cusqueña para acompanhar.
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domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Expedição Machu Picchu - Trilha Salkantay: 5° dia, subindo a jovem montanha!
Quatro horas da madrugada! Ansiedade pela subida! Encontramos o restante do grupo e começamos nossa caminhada rumo à entrada do parque. A escuridão é total, as lanternas tornam-se imprescindíveis! Peguei uma emprestada com o Jean, uma vez que as minhas haviam sido roubadas em La Paz. Fizemos o trecho em aproximadamente 15 minutos. Quando chegamos já havia uma fila considerável, mas pelas nossas contas nem perto dos 400. Com o passar do tempo a aglomeração aumenta e começa a existir um certa confusão. Quem está na fila? Quem está na frente? Após alguns instantes um guarda veio para organizar a situação. Estávamos entre os 400 novamente! Seis horas da manhã, as portas são abertas. Conferência rápida dos tickets e começa a competição. Uma caminhada de competência como havia falado o Oscar. No início todos num ritmo frenético! Começam as escadarias e parecem que não tem fim. Muitos vão ficando pelo caminho. Nosso grupo se divide. Oscar fica para trás para acompanhar os últimos. O Jon já não me acompanha. Jean e Glenn partiram na frente. Sigo no meu ritmo, quase colocando os pulmões pela boca! Em certo momento alcanço o Glenn. Ele segue quase sem fôlego e quando percebe que vou manter o ritmo, vira-se para mim e diz:
- Vamos no nosso ritmo, vamos parar um pouco para descansar!
Lembro-me da maratona de Paris, quando ele chegou 15 minutos na minha frente. Era minha revanche!!! Aos poucos vão sumindo as vozes, mais alguns "competidores" sentados pelas escadas, nada a frente, nada atrás... Apenas eu e minha lanterna. O que dá mais angústia é a incerteza de quanto tempo ainda temos pela frente. Será que estarei entre os 400 para Huayna Picchu? O frio é substituído por um calor quase insuportável! Mais escadas! De repente ouço um barulho bem característico e familiar para mim. Eram os bastões do Jean! Mais força nas pernas até encontrá-lo e quando consigo, um clarão se abre a nossa frente! Havíamos chegado! Vitória! Numa contagem bem rápida, percebemos que estávamos entre os 400 com sobra, muito provavelmente entre os 50! Nos primeiros lugares da nova fila estavam os incansáveis Vitto, Elfi e Simon. Logo depois foram chegando um a um os outros membros do nosso grupo, todos entre os 400 primeiros. Talvez essa tenha sido uma das partes mais difíceis da trilha devido à necessidade de ser o mais rápido possível! Fizemos uma corrida histórica, visto que poucos dias depois entrou em vigor uma nova resolução que torna mandatória a compra dos ingressos (tanto para Machu quanto para Huayna Picchu) pela internet. Desta maneira, limitaram a entrada de turistas no parque arqueológico e acabaram com a "caminhada de competência" pela madrugada. Carimbamos nossa subida para Huayna Picchu para a segunda turma, pois dessa forma o Oscar nos mostraria a cidade de Machu Picchu. Entramos na cidade e a partir daí começou meu deslumbramento! Além da beleza e de todo o mistério envolvido, é impressionante a grandeza e o detalhamento das coisas. Fantástica! A cada explicação, maior a admiração. A névoa que cobria a jovem montanha aumentava o clima de magia (Machu = jovem; Huayna = velha; Picchu = montanha).
A neblina foi se dissipando. A cidade surgia com mais detalhes à nossa frente. Descobrimos que existia apenas uma entrada para a cidade e que as pessoas mais importantes tinham casas com acabamento melhor. As pedras eram retiradas de um local na própria montanha. Escolas, templos, casa do Imperador Inca... Para os mais místicos, confesso que não senti nenhuma energia diferente, nem tive revelações sobre qualquer coisa que seja! Apenas a magia de um lugar construído por pessoas com um conhecimento bem superior ao que esperaríamos naquela época.
Terminado nosso tour pela cidade, hora de subir à Huayna Picchu! O Jean decidiu não continuar, seus pés ainda estavam dilacerados! A subida é terrível, principalmente quando chegamos ao topo. Escadas estreitas e tão inclinadas que temos a impressão que cairemos para trás. A vista que temos da cidade lá de cima é encantadora, mas o local é muito cheio! Descansar um pouco e iniciar a descida que é tão difícil quanto a subida.
Encerramos nosso passeio por Machu Picchu e descemos de ônibus até Águas Calientes (os tickets já estavam inclusos no nosso pacote, mas custam em torno de 8 dólares normalmente). Almoçamos e esperamos nosso trem. No horário marcado, por volta de 18h30, fomos para ferroviária. O trem, apesar de econômico, é bem confortável e com direito a serviço de bordo melhor que muitas de nossas companhias aéreas.
A viagem durou cerca de 2 horas e meia até Ollantaytambo. De lá pegamos um ônibus até Cusco. Mais 2 horas de viagem. Estava acabando nossa aventura. Foram 13 dias fantásticos! Tivemos contato com diversas culturas e belezas naturais totalmente diferentes das que estávamos acostumados. Os 5 dias de trilha foram uma experiência única e muito rica. É preciso conhecer seus limites! Levamos o corpo quase ao extremo em alguns momentos! Despedida do grupo e voltamos ao hotel para a última noite em Cusco. Os Chiryhuayras deixariam saudade! Dia seguinte pegaríamos um avião até Lima. Objetivo principal: turismo gastronômico! Será que a culinária peruana seria realmente tão boa quanto sua fama? Em breve descobriríamos...
- Vamos no nosso ritmo, vamos parar um pouco para descansar!
Lembro-me da maratona de Paris, quando ele chegou 15 minutos na minha frente. Era minha revanche!!! Aos poucos vão sumindo as vozes, mais alguns "competidores" sentados pelas escadas, nada a frente, nada atrás... Apenas eu e minha lanterna. O que dá mais angústia é a incerteza de quanto tempo ainda temos pela frente. Será que estarei entre os 400 para Huayna Picchu? O frio é substituído por um calor quase insuportável! Mais escadas! De repente ouço um barulho bem característico e familiar para mim. Eram os bastões do Jean! Mais força nas pernas até encontrá-lo e quando consigo, um clarão se abre a nossa frente! Havíamos chegado! Vitória! Numa contagem bem rápida, percebemos que estávamos entre os 400 com sobra, muito provavelmente entre os 50! Nos primeiros lugares da nova fila estavam os incansáveis Vitto, Elfi e Simon. Logo depois foram chegando um a um os outros membros do nosso grupo, todos entre os 400 primeiros. Talvez essa tenha sido uma das partes mais difíceis da trilha devido à necessidade de ser o mais rápido possível! Fizemos uma corrida histórica, visto que poucos dias depois entrou em vigor uma nova resolução que torna mandatória a compra dos ingressos (tanto para Machu quanto para Huayna Picchu) pela internet. Desta maneira, limitaram a entrada de turistas no parque arqueológico e acabaram com a "caminhada de competência" pela madrugada. Carimbamos nossa subida para Huayna Picchu para a segunda turma, pois dessa forma o Oscar nos mostraria a cidade de Machu Picchu. Entramos na cidade e a partir daí começou meu deslumbramento! Além da beleza e de todo o mistério envolvido, é impressionante a grandeza e o detalhamento das coisas. Fantástica! A cada explicação, maior a admiração. A névoa que cobria a jovem montanha aumentava o clima de magia (Machu = jovem; Huayna = velha; Picchu = montanha).
A neblina foi se dissipando. A cidade surgia com mais detalhes à nossa frente. Descobrimos que existia apenas uma entrada para a cidade e que as pessoas mais importantes tinham casas com acabamento melhor. As pedras eram retiradas de um local na própria montanha. Escolas, templos, casa do Imperador Inca... Para os mais místicos, confesso que não senti nenhuma energia diferente, nem tive revelações sobre qualquer coisa que seja! Apenas a magia de um lugar construído por pessoas com um conhecimento bem superior ao que esperaríamos naquela época.
Terminado nosso tour pela cidade, hora de subir à Huayna Picchu! O Jean decidiu não continuar, seus pés ainda estavam dilacerados! A subida é terrível, principalmente quando chegamos ao topo. Escadas estreitas e tão inclinadas que temos a impressão que cairemos para trás. A vista que temos da cidade lá de cima é encantadora, mas o local é muito cheio! Descansar um pouco e iniciar a descida que é tão difícil quanto a subida.
Encerramos nosso passeio por Machu Picchu e descemos de ônibus até Águas Calientes (os tickets já estavam inclusos no nosso pacote, mas custam em torno de 8 dólares normalmente). Almoçamos e esperamos nosso trem. No horário marcado, por volta de 18h30, fomos para ferroviária. O trem, apesar de econômico, é bem confortável e com direito a serviço de bordo melhor que muitas de nossas companhias aéreas.
A viagem durou cerca de 2 horas e meia até Ollantaytambo. De lá pegamos um ônibus até Cusco. Mais 2 horas de viagem. Estava acabando nossa aventura. Foram 13 dias fantásticos! Tivemos contato com diversas culturas e belezas naturais totalmente diferentes das que estávamos acostumados. Os 5 dias de trilha foram uma experiência única e muito rica. É preciso conhecer seus limites! Levamos o corpo quase ao extremo em alguns momentos! Despedida do grupo e voltamos ao hotel para a última noite em Cusco. Os Chiryhuayras deixariam saudade! Dia seguinte pegaríamos um avião até Lima. Objetivo principal: turismo gastronômico! Será que a culinária peruana seria realmente tão boa quanto sua fama? Em breve descobriríamos...
sábado, 17 de setembro de 2011
Expedição Machu Picchu - Trilha Salkantay: 4° dia, quase lá!
Acordar às 8h30 e ver que todos os outros grupos já haviam saído para mais um dia de caminhada e saber que faríamos o primeiro trecho de van: Não tem preço!!! Era um merecido prêmio após 3 dias de longas caminhadas. Era um necessário prêmio após uma noite regada à cerveja, vinho e piscos... No nosso café da manhã, mais festa para o Jon. O Soldado usou toda nossa massa de panqueca para fazer um bolo em sua homenagem. Achei maravilhoso, pois além de todo valor sentimental do ato, não aguentava mais as panquecas!
Toda tranquilidade do mundo para nosso desjejum. Mais uma vez, era dia de despedida! O grande cozinheiro Soldado não nos acompanharia mais. Nova "vaquinha" para nosso guerreiro que partia. Fotos de recordação e já era hora de seguirmos. Aquela tinha sido nossa última noite em barracas...
Durante nosso trajeto na van, passamos pelos outros grupos que haviam optado pela caminhada. Estrada empoeirada e sob um sol de rachar! Os únicos atrativos foram partes da hidrelétrica, porém nesses locais também paramos para observar e tirar fotos. Ao chegarmos ao portão de entrada da hidrelétrica, ganhamos nossos "lunch boxes", colocamos novamente nossas mochilas nas costas e saimos a caminhar... Nossa rota era basicamente pelos trilhos do trem com alguns escapes por atalhos. Encontramos algumas ruínas incas mal preservadas.
Fomos contornando a montanha. A cidade foi sumindo... Foi uma caminhada dura para o Jean, que não conseguia acompanhar o ritmo do grupo. Pareciam ser suas últimas energias... Como sempre, belos visuais e paradas providenciais para descanso, fotos e água.
Por volta de 14h, pudemos desfrutar do nosso tão sonhado almoço! Hamburguer com arroz!! Alguns vão pensar que estou de brincadeira, mas foi uma refeição digna de deuses! E com direito a acomodações VIP: sentados no chão, ao lado da estrada de ferro.
- Fiquem atentos que já está quase na hora do trem passar! alertou nosso guia Oscar.
Acho que comemos muito rápido, pois o trem só nos alcançou quando já estávamos caminhando novamente. Agora faltava pouco até Águas Calientes! Um hostel, uma cama, um chuveiro decente, um banheiro... Coisas básicas do nosso dia a dia, mas que àquela altura mereciam status de artigos de luxo! Cruzamos com o trem que nos levaria até Cusco na tarde do dia seguinte.
Agora era para valer! Passamos em frente ao portão que dava entrada para o sítio arqueológico de Machu Picchu. Pudemos contemplar o trem de luxo que também fazia o percurso até Cusco. Não era para nosso bico... Mais um pouco adiante enxergamos Águas Calientes! Uma mistura de extremo cansaço e alívio tomaram conta de mim. Vontade de correr até lá, mas com que pernas?
Ao chegar na cidade, o grupo foi dividido:
- Brasileiros comigo, disse o Reynaldo. No primeiro momento não gostamos, era chato ter que dividir o grupo, mas depois que soubemos que nosso hostel era simples, porém muito melhor que o dos outros, sentimos uma certa satisfação disfarçada... Nosso pacote tinha sido mais caro, nada mais justo. Se bem que o Ben pagou mais caro ainda e não teve o privilégio... Após descarregarmos a bagagem, banho e outras coisinhas a mais fomos tomar algo pela cidade, que é bem agradável e com boas opções para comida. Acho que deve ser bem interessante pernoitar por lá para quem vem direto de Cusco pelo trem. Fica mais tranquilo subir à Machu Picchu e não ter que ir embora no mesmo dia. No final do dia jantamos com todo pessoal do grupo e acertamos os relógios para o dia seguinte. Teríamos que acordar às 4h da madrugada mais uma vez!
- Será uma caminhada de competência! foram as palavras do Oscar. Sentimos que teríamos uma árdua jornada pela frente. Acordar às 4h para chegar o mais cedo possível ao portão de entrada. Esse portão só abriria às 6h. A fila já seria enorme! Teríamos que subir o mais rápido possível por escadas intermináveis até a entrada oficial da cidade. Apenas os primeiros 400 poderiam subir à Huayna Picchu! Duzentos no primeiro horário (7h) e mais duzentos no segundo (10h). Quem não pretendesse subir, poderia esperar os ônibus que sairiam mais tarde. Esse esquema não funciona mais desse modo, mas falo disso mais tarde... Já era hora de termos encontro com nossa tão sonhada cama...
Toda tranquilidade do mundo para nosso desjejum. Mais uma vez, era dia de despedida! O grande cozinheiro Soldado não nos acompanharia mais. Nova "vaquinha" para nosso guerreiro que partia. Fotos de recordação e já era hora de seguirmos. Aquela tinha sido nossa última noite em barracas...
Durante nosso trajeto na van, passamos pelos outros grupos que haviam optado pela caminhada. Estrada empoeirada e sob um sol de rachar! Os únicos atrativos foram partes da hidrelétrica, porém nesses locais também paramos para observar e tirar fotos. Ao chegarmos ao portão de entrada da hidrelétrica, ganhamos nossos "lunch boxes", colocamos novamente nossas mochilas nas costas e saimos a caminhar... Nossa rota era basicamente pelos trilhos do trem com alguns escapes por atalhos. Encontramos algumas ruínas incas mal preservadas.
Após alguns minutos de caminhada, avistamos pela primeira vez Machu Picchu. Inacreditável! Estávamos quase lá! Imaginei o sentimento de Hiram Bingham há 100 anos quando encontrou a cidade.
Por volta de 14h, pudemos desfrutar do nosso tão sonhado almoço! Hamburguer com arroz!! Alguns vão pensar que estou de brincadeira, mas foi uma refeição digna de deuses! E com direito a acomodações VIP: sentados no chão, ao lado da estrada de ferro.
- Fiquem atentos que já está quase na hora do trem passar! alertou nosso guia Oscar.
Acho que comemos muito rápido, pois o trem só nos alcançou quando já estávamos caminhando novamente. Agora faltava pouco até Águas Calientes! Um hostel, uma cama, um chuveiro decente, um banheiro... Coisas básicas do nosso dia a dia, mas que àquela altura mereciam status de artigos de luxo! Cruzamos com o trem que nos levaria até Cusco na tarde do dia seguinte.
Agora era para valer! Passamos em frente ao portão que dava entrada para o sítio arqueológico de Machu Picchu. Pudemos contemplar o trem de luxo que também fazia o percurso até Cusco. Não era para nosso bico... Mais um pouco adiante enxergamos Águas Calientes! Uma mistura de extremo cansaço e alívio tomaram conta de mim. Vontade de correr até lá, mas com que pernas?
Ao chegar na cidade, o grupo foi dividido:
- Brasileiros comigo, disse o Reynaldo. No primeiro momento não gostamos, era chato ter que dividir o grupo, mas depois que soubemos que nosso hostel era simples, porém muito melhor que o dos outros, sentimos uma certa satisfação disfarçada... Nosso pacote tinha sido mais caro, nada mais justo. Se bem que o Ben pagou mais caro ainda e não teve o privilégio... Após descarregarmos a bagagem, banho e outras coisinhas a mais fomos tomar algo pela cidade, que é bem agradável e com boas opções para comida. Acho que deve ser bem interessante pernoitar por lá para quem vem direto de Cusco pelo trem. Fica mais tranquilo subir à Machu Picchu e não ter que ir embora no mesmo dia. No final do dia jantamos com todo pessoal do grupo e acertamos os relógios para o dia seguinte. Teríamos que acordar às 4h da madrugada mais uma vez!
- Será uma caminhada de competência! foram as palavras do Oscar. Sentimos que teríamos uma árdua jornada pela frente. Acordar às 4h para chegar o mais cedo possível ao portão de entrada. Esse portão só abriria às 6h. A fila já seria enorme! Teríamos que subir o mais rápido possível por escadas intermináveis até a entrada oficial da cidade. Apenas os primeiros 400 poderiam subir à Huayna Picchu! Duzentos no primeiro horário (7h) e mais duzentos no segundo (10h). Quem não pretendesse subir, poderia esperar os ônibus que sairiam mais tarde. Esse esquema não funciona mais desse modo, mas falo disso mais tarde... Já era hora de termos encontro com nossa tão sonhada cama...
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Expedição Machu Picchu - Trilha Salkantay: 3° dia, é festa!
Após temos percorrido 19 km no primeiro dia e 21 km no segundo, acordamos às 4 horas da madrugada com a promessa de que os 15 km à nossa frente seriam bem tranquilos. O pé do Jean estava um pouco melhor, e de qualquer forma não havia mais a possibilidade de cavalos daqui para frente. Dia de despedida. De agora em diante, apenas o Soldado seria o responsável por nossa alimentação. Seus 2 ajudantes retornariam com os cavalos. Fizemos uma vaquinha em sinal de agradecimento (isso já é uma tradição e é largamente relembrada pelos guias). São pessoas bem simples e simpáticas e realmente merecem... Como poderão perceber pelas fotos, estamos em ambiente de selva. Calor, umidade e mosquito! Protetor solar e repelente são fundamentais! A altitude já não é mais um problema. Nesse dia fomos acompanhados apenas pelo guia Reynaldo, uma vez que o Oscar estava junto com o Ben, que não conseguia acompanhar o ritmo do grupo. Mais uma vez passamos pelo hotel de luxo para os mais sofisticados... Notem a diferença das instalações!!!
O caminho realmente é bem leve e nada comparado aos dias anteriores. Subidas pequenas e descidas discretas. Nossa caminhada deveria durar em torno de 6 horas até a hora do almoço. De lá pegaríamos uma van até o acampamento. A jornada é bonita e gostosa, porém sem grandes novidades para nós brasileiros. Paramos em 2 pontos de apoio e passamos por plantações de "coca" no meio da floresta, o que é proibido no Peru.
Nossa caminhada durou exatamente 6 horas! Nosso almoço seria, pela primeira vez, num local com estrutura razoável. E não faltaram Cusqueñas para quem quisesse... Estou falando da cerveja!!! O único momento de tensão foi quando anunciaram o cardápio: Ceviche! Todos se olharam... Comer esse tipo de refeição no meio de uma trilha é pedir para ter problema. Foi quando o Reynaldo finalmente anunciou: Mushrooms! Seria ceviche de cogumelos! Excelente como sempre!
Descansamos um pouco e pegamos nossa van para o povoado de Santa Teresa, onde acamparíamos. Quando chegássemos, poderíamos pagar 2 soles para que a van nos levasse até as termas. Nem tivemos dúvida! E quando voltássemos poderíamos pagar 5 soles e aproveitar um formidável banho quente!!! Estávamos no paraíso!!! O local das termas não tem infraestrutura alguma, mas foi bem agradável. Ao lado existem vários ambulantes vendendo de tudo que se possa pensar... Olhando agora, pode parecer uma muvuca total (e é!!!), mas aquilo foi como um presente divino naquele momento!!!
Ao voltarmos para o acampamento vimos um matadouro de gado em pleno funcionamento e com toda sua brutalidade... Seria difícil comer carne naquele dia...
O banho prometido foi um tanto quanto decepcionante. Era um fio de água morna que às vezes esfriava um pouco. No final, resolveu bem a situação. Fomos para o jantar, sonhando com uma comida vegetariana e demos sorte! Salpicão dos mais gostosos que já experimentei! Terminada nossa refeição, os guias nos explicaram sobre o dia seguinte. Poderíamos caminhar até chegarmos à hidrelétrica e de lá até Águas Calientes, ou poderíamos pagar 5 soles cada por uma van que nos pouparia o primeiro trecho. Desta forma, teríamos a possibilidade de acordar às 8h30. Alguém imagina qual foi a decisão unânime? Bom, é verdade que demorei a levantar a mão... Ainda bem que fui voto totalmente vencido!!! Mas não poderia dar o gostinho de dizer que optei pela van... Decisões tomadas, hora da festa!!! No pátio havia uma fogueira e o outro grupo já estava por lá. Noite de bebedeira e música com DJ com direito à dança folclórica com alguns meninos da cidade (mais soles de recompensa). Dia seguinte era aniversário do Jon e à meia noite cantamos parabéns (em português, espanhol, alemão e inglês) com direito a soprar velinhas...
Hora de descansar. Dia seguinte chegaríamos ao pé de Machu Picchu, objetivo maior de nossa viagem. Será que conseguiríamos após uma festa daquelas? Esperar para ver...
O caminho realmente é bem leve e nada comparado aos dias anteriores. Subidas pequenas e descidas discretas. Nossa caminhada deveria durar em torno de 6 horas até a hora do almoço. De lá pegaríamos uma van até o acampamento. A jornada é bonita e gostosa, porém sem grandes novidades para nós brasileiros. Paramos em 2 pontos de apoio e passamos por plantações de "coca" no meio da floresta, o que é proibido no Peru.
Nossa caminhada durou exatamente 6 horas! Nosso almoço seria, pela primeira vez, num local com estrutura razoável. E não faltaram Cusqueñas para quem quisesse... Estou falando da cerveja!!! O único momento de tensão foi quando anunciaram o cardápio: Ceviche! Todos se olharam... Comer esse tipo de refeição no meio de uma trilha é pedir para ter problema. Foi quando o Reynaldo finalmente anunciou: Mushrooms! Seria ceviche de cogumelos! Excelente como sempre!
Descansamos um pouco e pegamos nossa van para o povoado de Santa Teresa, onde acamparíamos. Quando chegássemos, poderíamos pagar 2 soles para que a van nos levasse até as termas. Nem tivemos dúvida! E quando voltássemos poderíamos pagar 5 soles e aproveitar um formidável banho quente!!! Estávamos no paraíso!!! O local das termas não tem infraestrutura alguma, mas foi bem agradável. Ao lado existem vários ambulantes vendendo de tudo que se possa pensar... Olhando agora, pode parecer uma muvuca total (e é!!!), mas aquilo foi como um presente divino naquele momento!!!
Ao voltarmos para o acampamento vimos um matadouro de gado em pleno funcionamento e com toda sua brutalidade... Seria difícil comer carne naquele dia...
O banho prometido foi um tanto quanto decepcionante. Era um fio de água morna que às vezes esfriava um pouco. No final, resolveu bem a situação. Fomos para o jantar, sonhando com uma comida vegetariana e demos sorte! Salpicão dos mais gostosos que já experimentei! Terminada nossa refeição, os guias nos explicaram sobre o dia seguinte. Poderíamos caminhar até chegarmos à hidrelétrica e de lá até Águas Calientes, ou poderíamos pagar 5 soles cada por uma van que nos pouparia o primeiro trecho. Desta forma, teríamos a possibilidade de acordar às 8h30. Alguém imagina qual foi a decisão unânime? Bom, é verdade que demorei a levantar a mão... Ainda bem que fui voto totalmente vencido!!! Mas não poderia dar o gostinho de dizer que optei pela van... Decisões tomadas, hora da festa!!! No pátio havia uma fogueira e o outro grupo já estava por lá. Noite de bebedeira e música com DJ com direito à dança folclórica com alguns meninos da cidade (mais soles de recompensa). Dia seguinte era aniversário do Jon e à meia noite cantamos parabéns (em português, espanhol, alemão e inglês) com direito a soprar velinhas...
Hora de descansar. Dia seguinte chegaríamos ao pé de Machu Picchu, objetivo maior de nossa viagem. Será que conseguiríamos após uma festa daquelas? Esperar para ver...
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