Apesar do pouco entusiasmo fica a dica. Não é uma das sete maravilhas, mas é diferente e vale a visita.
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domingo, 11 de abril de 2010
Vale da Lua - Chapada dos Veadeiros
Para quem não curte grandes aventuras e a trilha da janela citada no último post pareceu muito dura (podem acreditar que é), existem outras alternativas na Chapada dos Veadeiros. Bóia-cross, visitas a fazendas da região e trilhas mais curtas e leves. A visita ao Vale da Lua pode ser considerada como uma trilha fácil. Poucos metros de caminhada até chegar ao destino. Por ser de acesso tranquilo você irá dividir a natureza com um batalhão de gente. Tinha até ônibus na época em que fomos! Isso por si só já fez que o local perdesse todo o encanto para mim. Mas a maioria gosta... Além de ser muito cheio é um local bastante perigoso e é preciso cuidado redobrado. Existem lugares para banho, mas basta você ir ao lugar errado e pode ser arrastado por baixo das pedras. Há relatos de diversos acidentes por lá. Se estiver chovendo, o responsável pela entrada (é uma propriedade privada e exige pagamento) aconselha a não descer. Deveria ser proibido! Não façam a bobagem de achar que como já estão por lá... O nome vem do fato de que as pedras tem formatos interessantes, lembrando o aspecto da lua. Fato decorrente da ação da água nas rochas em tempos em que o volume do rio era bem maior.
Apesar do pouco entusiasmo fica a dica. Não é uma das sete maravilhas, mas é diferente e vale a visita.


Apesar do pouco entusiasmo fica a dica. Não é uma das sete maravilhas, mas é diferente e vale a visita.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Chapada dos Veadeiros
Com certa frequência em nossas vidas costumamos não dar importância às coisas mais próximas. A Chapada dos Veadeiros é um claro exemplo disso. Sempre esteve lá, porém foi há apenas 2 anos que a descobri. Região onde está localizada uma grande reserva de cristal de quartzo, fato que a torna cenário ideal para cultos esotéricos e lendas de seres extra-terrestres. Diversas cidades podem ser o ponto de partida para sua exploração, sendo o povoado de São Jorge, o coração da região. Prefira o período da seca (maio a setembro) para que sua viagem seja mais produtiva, afinal fazer turismo ecológico embaixo de chuva pode ser bem complicado. Lembrem-se também da vacina contra febre amarela que deverá ser tomada 10 dias antes.
Parti para a aventura sem pretensões de encontros com criaturas de outro planeta nem para fazer uma viagem de autoconhecimento. Fui apenas com a intensão de fugir um pouco da cidade grande e aproveitar as riquezas naturais tão comentadas do lugar.
São Jorge fica a aproximadamente 230 km de Brasília, sendo que 16 km são de estrada de terra e de forma geral é bem conservada. Existem boas pousadas e restaurantes, mas a maioria não aceita cartões. Banco para saques, só em Alto Paraíso, a 36 km. Sugiro que façam uma pequena maleta com remédios básicos. Há uma farmácia, mas as opções são poucas.
Para que você curta melhor todas as possibilidades é ideal contratar um guia local e nesse ponto falarei do Rui Brasil. Pessoa extraordinária, nascida no povoado e com conhecimento de todos os pontos de interesse.
Combinamos o que desejávamos e partimos para a aventura. Seria uma caminhada longa e difícil, mas com paisagens incríveis chamada trilha da janela.

É importante salientar que não existe qualquer tipo de parada de apoio na maioria dos destinos, ou seja, leve sua comida e água para não passar aperto.
Não demorou para percebermos que seria uma trilha bem dura. O calor intenso e vegetação fechada dificultava nossa vida. Bastou o primeiro mirante para que a sensação de que qualquer esforço teria sido recompensado tomou conta de nós.

A partir de então foi uma sucessão de lugares indescritíveis! Cada paisagem entre subidas e descidas parecia ser a mais surpreendente.


O calor ficava cada vez mais intenso e fomos informados que o local para banho seria apenas no final do dia. Reforço a dica da água. É fundamental uma hidratação adequada. O caminho de volta em caso de pane é pior que o da ida! Resolvi perguntar sobre os extra-terrestres. Rui Brasil foi enfático! Claro que eles existem! É só você encher a cara de cachaça e cheirar uns graminhas de um certo pó branco! Pronto! Você já está preparado para fazer o contato! Sujeito espirituoso!

Entre encantamento e cansaço fomos chegando ao destino final, o local onde poderíamos refrescar a alma. Nunca pensei que uma fonte de água no meio do mato pudesse ser tão revigorante.

Energias retomadas, partimos para o término de nossa jornada. Última escalada (literalmente), mais algum quilomêtros de caminhada e estaríamos de volta ao ponto de partida. Exaustos, mas com a alma renovada!

De volta à pousada, restou curtir o friozinho noturno ao lado de uma pequena fogueira. Dia seguinte estaríamos prontos para a próxima... Nada de ETs, nada de cultos esotéricos...
Parti para a aventura sem pretensões de encontros com criaturas de outro planeta nem para fazer uma viagem de autoconhecimento. Fui apenas com a intensão de fugir um pouco da cidade grande e aproveitar as riquezas naturais tão comentadas do lugar.
São Jorge fica a aproximadamente 230 km de Brasília, sendo que 16 km são de estrada de terra e de forma geral é bem conservada. Existem boas pousadas e restaurantes, mas a maioria não aceita cartões. Banco para saques, só em Alto Paraíso, a 36 km. Sugiro que façam uma pequena maleta com remédios básicos. Há uma farmácia, mas as opções são poucas.
Para que você curta melhor todas as possibilidades é ideal contratar um guia local e nesse ponto falarei do Rui Brasil. Pessoa extraordinária, nascida no povoado e com conhecimento de todos os pontos de interesse.
Combinamos o que desejávamos e partimos para a aventura. Seria uma caminhada longa e difícil, mas com paisagens incríveis chamada trilha da janela.
É importante salientar que não existe qualquer tipo de parada de apoio na maioria dos destinos, ou seja, leve sua comida e água para não passar aperto.
Não demorou para percebermos que seria uma trilha bem dura. O calor intenso e vegetação fechada dificultava nossa vida. Bastou o primeiro mirante para que a sensação de que qualquer esforço teria sido recompensado tomou conta de nós.
A partir de então foi uma sucessão de lugares indescritíveis! Cada paisagem entre subidas e descidas parecia ser a mais surpreendente.
O calor ficava cada vez mais intenso e fomos informados que o local para banho seria apenas no final do dia. Reforço a dica da água. É fundamental uma hidratação adequada. O caminho de volta em caso de pane é pior que o da ida! Resolvi perguntar sobre os extra-terrestres. Rui Brasil foi enfático! Claro que eles existem! É só você encher a cara de cachaça e cheirar uns graminhas de um certo pó branco! Pronto! Você já está preparado para fazer o contato! Sujeito espirituoso!
Entre encantamento e cansaço fomos chegando ao destino final, o local onde poderíamos refrescar a alma. Nunca pensei que uma fonte de água no meio do mato pudesse ser tão revigorante.
Energias retomadas, partimos para o término de nossa jornada. Última escalada (literalmente), mais algum quilomêtros de caminhada e estaríamos de volta ao ponto de partida. Exaustos, mas com a alma renovada!
De volta à pousada, restou curtir o friozinho noturno ao lado de uma pequena fogueira. Dia seguinte estaríamos prontos para a próxima... Nada de ETs, nada de cultos esotéricos...
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