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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Oriente Médio - Aqaba, nossa porta de saída

Após tomarmos o café da manhã em nosso acampamento, partimos rumo à Aqaba onde passaríamos a última noite em terras jordanianas. A cidade fica à beira do mar vermelho, que é um grande point para os amantes do mergulho. A viagem desde o deserto foi super tranquila e a estrada excelente (bem diferente das que estamos acostumados por aqui). Ao chegarmos  nas proximidades da cidade, pudemos avistar, logo ali ao lado, Eilat (Israel) e um pouco mais ao longe Taba (Egito). Os países mantêm relações diplomáticas, mas conhecendo um pouco de toda a tensão que rola por lá, dá pra imaginar que tudo pode mudar em pouco tempo...


Não tínhamos muitas intenções turísticas em Aqaba, ela serviria apenas de ponto de partida rumo ao Líbano, uma vez que seu aeroporto ficava mais próximo do deserto de Wadi Rum. E por falar em Líbano, esse era um ponto que ainda precisávamos decidir. Alguns dias antes, caíram alguns mísseis, vindos de não se sabe onde, num área da cidade de Beirute controlada pelo Hezbollah. Tínhamos 2 opções: seguir com o plano inicial e embarcar no dia seguinte rumo à Beirute ou colocarmos em prática o plano B, atravessar por terra para Israel e de lá seguir viagem para a Turquia. Acompanhamos todos os noticiários possíveis e como o clima parecia estar tranquilo (dentro das possibilidades da região), decidimos manter o plano original.
Aqaba é uma cidade bonita e bem agradável apesar do calor sufocante. Caminhamos pela orla urbana, mas descobrimos que os locais mais bonitos são afastados da cidade, onde existem clubes de praia com toda infraestrutura. Acabamos ficando apenas pela parte urbana. No final da tarde sentamos num café para tomarmos algo refrescante (e não alcoólico) ao som do chamado para a oração.




À noite jantamos num restaurante de comida típica... da Índia! Estão achando estranho? Experimentem comer hommus no café da manhã, almoço, lanche e jantar... Lá conseguimos tomar umas cervejas (realmente uma dificuldade no país) e voltamos ao hotel. Na manhã seguinte embarcamos rumo ao Líbano. Posso dizer que a Jordânia realmente é um país de pessoas muito acolhedoras, simpáticas, que falam um bom inglês e que em nenhum momento ficaram tentando arrancar nosso dinheiro. 
Durante o nosso voo no Embraer 190 da Royal Jordanian, restava contemplar o deserto que deixávamos para trás e torcer para que a sorte estivesse ao nosso lado no Líbano…


domingo, 24 de novembro de 2013

Oriente Médio - Wadi Rum, o deserto jordaniano

Quando decidimos que visitaríamos a Jordânia, tanto quanto visitar Petra, queríamos passar uma noite no deserto. Não fizemos nenhum tipo de reserva antecipada e apenas acertamos o passeio na véspera durante nosso Happy Hour após visita à Petra. Seria um tour exclusivo (apenas nós 3), incluindo guia, hospedagem noturna, jantar, café da manhã e transporte até Aqaba de onde partiríamos para o Líbano. O valor foi algo em torno de 50 dinares jordanianos por pessoa. No dia seguinte nosso guia Audh apareceu perto da hora do almoço para começarmos a aventura. O trajeto até a entrada do deserto leva em torno de 1 hora e fomos ao som de músicas típicas jordanianas cantadas pelo nosso guia. Audh parou numa lojinha pequena onde faríamos o almoço. Pão, sardinha, hommus, tomates, cebolas, coalhada e muito azeite. Sentamos em caixas e comemos com as mãos. Muito barato e delicioso!



O passeio foi bastante interessante, passamos por diversas formações rochosas curiosas, paisagens incríveis e tendas de apoio onde sempre era oferecido café, chá e muitas moscas... O acampamento tinha uma estrutura legal, mas estava completamente vazio e acredito que isso prejudicou muito nossa experiência. Nada de carneiro ou músicas. Visitamos um acampamento vizinho que estava um pouco mais animado. No meio da noite faz um frio considerável, mas nas tendas há cobertores bem quentes. O ponto alto foi o pôr do sol que assistimos da montanha vizinha. Achei que valeu a pena o passeio, mas vou deixar as imagens para que cada um tome sua própria decisão... Recomendo fortemente o Audh Al-hasanat como guia (e cantor tb). O contato é a.desertwolf@gmail.com.